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Oito em cada dez brasileiros pretendem comprar na Black Friday

Os descontos acontecem pelas lojas físicas e também na internet; comércio de Araraquara tem horário especial

| ACidadeON/Araraquara

Black Friday movimenta comércio de Araraquara (Foto: ACidadeON)
 
A cada dez brasileiros, oito pretendem comprar nesta edição da Black Friday, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, que entrevistou 1.770 pessoas entre os dias 1 e 9 de novembro, a expectativa é que 130 milhões de adultos adquiram algum produto, em todo o país.

A pesquisa destaca que no caso das classes D e E, 86% pretendem aproveitar a ação promocional para comprar. Entre pessoas da classe C, a intenção de compra é semelhante (77%). A margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais.
A doméstica Eva Maria do Amaral, de 33 anos, está na lista dos consumidores que esperam a data para adquirir um produto. Ela saiu cedo de casa e às 8h já tinha comprado sua televisão, em uma loja do Centro de Araraquara. "Acompanhei o preço e acho que valeu a pena", resume ela.

Na opinião das pessoas entrevistadas para a pesquisa, os eletrônicos são os itens que mais valem a pena serem comprados na data. Os descontos aplicados em compras de celulares e eletrodomésticos também são aguardados.
O público consultado aposta ainda em boas oportunidades para compra de móveis e calçados. As roupas e os produtos de beleza são objeto de desejo, principalmente, entre pessoas com renda mais baixa.  

Vale a pena?
Fechar negócios com preços mais em conta é a promessa da data que se consolidou nos Estados Unidos a partir de 1980. No Brasil, a Black Friday foi se popularizando somente a partir de 2010. Conforme destaca o Instituto Locomotiva, no ano passado, foi registrado um recorde de vendas em território brasileiro.  

O presidente do instituto, Renato Meirelles, afirma que o ápice no volume de comercialização deve ser superado este ano. Segundo ele, o consumidor vem aumentando sua vigilância para identificar "maquiagens de desconto", isto é, situações em que as lojas acabam induzindo os clientes a adquirir os produtos por um preço maior do que o anunciado. Órgãos de defesa do consumidor, como o Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) alertam para outras práticas, como a de lojas que definem valor de frete elevado, os cancelamentos injustificados da compra e o acesso a sites fraudulentos.

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