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Economia

Balança comercial de Araraquara fecha 2019 com queda de 48%

Queda foi puxada, principalmente, pela queda de exportações de laranja

| ACidadeON/Araraquara

Sumo de fruta é um dos itens exportados por Araraquara (Foto: Arquivo)
O saldo da balança comercial de Araraquara, que leva em conta as exportações e as importações geradas no município, encerrou 2019 com queda de 48%. No geral, o saldo do ano passado foi US$ 410 milhões contra US$ 785,43 milhões em 2018. Os dados são da Secretaria do Comércio Exterior e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Secex/Midic).

O motivo da queda tem um personagem: a laranja. A fruta é o principal produto da pauta exportadora do município. Ela afetou notavelmente o resultado anual. Só neste setor, a queda foi de 46,6 % no comparativo com 2018.

A Holanda, principal consumidor do gênero, reduziu sua compra de 421 toneladas em 2018 para 332 em 2019. Uma contração de 21% na quantidade demandada. Como aponta o economista Marcelo Cosalter, que integra o Núcleo de Pesquisa do Sincomercio Araraquara.

"A balança comercial de Araraquara tem uma expectativa anual positiva, devido as grandes empresas que temos exportando, principalmente suco de laranja, insumo de frutas, carne, óleos essenciais, entre outros. Por conta disso, a expectativa é sempre boa. A gente sempre espera superar o ano anterior, mas não foi isso que se concretizou. Quando a gente olha para a exportação, do sumo de frutas, exportamos muito menos que 2018", conta.

Na sucessão dos maiores compradores, Estados Unidos, Japão e demais países, que em 2018 haviam adquirido juntos 374,8 toneladas do produto araraquarense, em 2019 demandaram 176,5 toneladas. Uma redução de 52,9%.

Os resultados observados em âmbito municipal podem ser equiparados ao nível nacional. Ao longo de 2019, houve deterioração da balança comercial brasileira cujas exportações reduziram-se 6,15% na comparação com 2018, segundo dados do Banco Central do Brasil.

"Devido a crise da Argentina e a peste suína que atingiu a China recentemente, dois importantes destinos para os produtos brasileiros, então o declínio das exportações em todo o país vem do declínio sofrido por esses dois países", explica.

Para 2020, a expectativa é de aumento das exportações em função da desvalorização cambial. Ou seja, no mercado exterior, o real está desvalorizado o que deixa o produto nacional mais barato para compra.

"Em meio a essas adversidades, em 2020 é esperado o aumento das exportações, principalmente pela desvalorização cambial. A gente percebe que o real está mais barato, comparado ao dólar, principalmente em função da redução da taxa de juros, e o principal efeito disso na economia é que deixa a cesta de bens e serviços do país mais barata para o estrangeiro. Isso favorece as nossas exportações. Assim, as empresas nacionais tendem a direcionar seus produtos para o mercado externo e favorece o saldo positivo da balança", ressalta o economista.

O mês de dezembro fechou com superávit de US$ 53,4 milhões. No período, as exportações somaram US$ 57,5 milhões e as importações, US$4,09 milhões. A balança comercial é um importante elemento da estabilidade das contas externas brasileira.

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