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Economia

Supermercados e varejões aderem às entregas em domicílio

Medida está sendo adotada pelos clientes que não querem correr o risco de sair de casa neste período de quarentena

| ACidadeON/Araraquara

Muitos supermercados e varejões estão entregando em casa (Foto: Reprodução)
 
Receber as compras em casa não é questão de escolha pra esteticista Sandra Bolognese, de 59 anos. É uma necessidade pra quem precisa ficar em casa.  

"Eu nunca fiz isso porque eu gosto de sair de casa para andar, ver gente, mas neste caso é a necessidade", reforça ela.
É de olho em clientes como a Sandra que os estabelecimentos estão focados.  

Num supermercado, que fica no bairro Cidade Jardim, na zona Norte de Araraquara, já havia o sistema de entregas, mas o volume de pedidos aumento muito.  

A diretora operacional da rede, Ana Paula Figueira, explica que diante de um aumento de 500% na procura, foi preciso ampliar o negócio.  

"A gente tinha o e-commerce e o crescimento foi de 500% na entrega e ampliamos a plataforma para outros supermercados da rede", afirma ela.  

Além do e-commerce, no qual a compra é entregue no máximo no outro dia, o supermercado também potencializou o sistema de retirada. "Estamos mantendo o horário da entrega, sem atrasos".  

O setor de hortifrúti também tem investido no modelo de e-commerce e retirada de mercadorias.  

Uma rede de varejão sabe que tem público pra isso. De acordo com Michele Costa Melhado, sócia-proprietária da rede, não é possível falar em número de crescimento, neste momento, mas a percepção é de aumento.  

"Foi uma adaptação a necessidade do cliente e para diminuir a quantidade de fluxo na loja, remanejamos funcionários para este serviço", afirma Michele.  

O varejão, as compras podem ser feitas pela internet ou pelo telefone. Quem escolhe fazer a compra pelo telefone tem ainda outra comodidade. Recebe uma ligação informando quando já é possível fazer a retirada. "É agendada de acordo com a demanda", explica.  

Em tempos de queda no movimento, apostar em novas ferramentas, é apostar em fortalecer o negócio, segundo Michele. "É uma forma de atender um maior número de pessoas no mesmo período".  

Para a diretora operacional de uma rede de supermercados, Ana Paula Figueira, o modelo tem potencial de crescimento, principalmente, porque abrange todos os públicos. "Os idosos estão aderindo e isso é bom, porque eles estão preferindo ficar em casa".  

E a esteticista Sandra Bolognese não vai abrir desta comodidade, pelo menos por enquanto. "Durante o período que for necessário sim, além disso, eu compro só o que é necessário, sem fazer estoque".

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