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Economia

Comércio de Araraquara quer reabrir na semana que vem

Entidades buscam alternativas para manter as atividades e pagar os salários; por enquanto decreto que mantém lojas fechadas vence dia 7

| ACidadeON/Araraquara

Comércio fechado, em quarentena, em Araraquara (Foto:Amanda Rocha)
 
As entidades ligadas ao comércio de Araraquara pedem a reabertura das lojas na próxima quarta-feira (8). A intenção é fazer com que as empresas voltem a faturar para conseguir arcar com suas despensas, como a folha de pagamento, por exemplo. 

O decreto de Calamidade Pública assinado pelo prefeito Edinho Silva (PT), que determina o fechamento de estabelecimentos comerciais, segue até o próximo dia 7 de abril, mas há possibilidade de ser prorrogado. 

Antônio Deliza Neto, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomércio) é enfático ao dizer que: caso o decreto que estabelece o fechamento do comércio seja prorrogado, as consequências serão catastróficas.  

"Vamos ver a morte de muitos CNPJs [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica]", diz ele.  

Empregos em risco
"Algumas pessoas dizem que estamos visando apenas o lucro, mas estamos tentando salvar em vidas, garantir empregos. Temos empresários com seus funcionários em férias, outros colocaram o pessoal de aviso prévio. A questão é, hoje não se tem dinheiro nem para demitir", diz ele. 

O sindicalista afirma que na semana que vem, muitos empresários precisam "honrar a folha de pagamento, mas não há dinheiro para isso". Por isso, o comércio precisaria reabrir. 
  
O que se pode fazer
Diante da situação, os presidentes da Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA), do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomércio), do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Araraquara, apresentaram ao prefeito Edinho, medidas que podem ajudar as empresas.   

Entre os pedidos que constam em um documento protocolado, está a postergação do pagamento das parcelas do IPTU 2020, com vencimentos entre abril e dezembro. A sugestão é que esse valor seja pago no próximo ano e em até 36 vezes. As entidades também pleiteiam a prorrogação de vencimento do Imposto Sobre Serviços (ISS), que passaria para 2021 e poderia ser quitado parceladamente.  

Outras ações seriam o adiamento do pagamento da cota municipal do Simples Nacional e de outros tributos previstos para 2020, como a Taxa de Fiscalização e Instalação (Alvará) e a Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos. 

"Nossa proposta tem muitos itens e todos devem ser avaliados. Pedimos o adiamento do pagamento dos tributos. Vai ter corte para todos e o Governo precisa também tirar um pouco do dele. Já vimos o Governo propor algumas medidas, mas nada que mexa no bolso do Estado", afirma Deliza.  

Outra proposta é reabrir o comércio de forma gradativa. Entre as alternativas está limitar o número de clientes ou ainda fechar as grandes redes por um período para ajudar a fomentar o comércio dos pequenos. "São muitas propostas que devem ser analisadas", afirma.  

"A prioridade do comércio é conseguir se sustentar e pagar seus trabalhadores e isso não será possível caso as empresas sejam obrigadas a continuar fechadas", acrescenta Deliza.  

Na opinião do empresário, caso as lojas voltem a funcionar a previsão é que os negócios se restabeleçam em seis meses.   

"A grande maioria, como confecções, calçados, restaurantes, hotéis, irão demorar muito mais tempo para se recuperar", finaliza.

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