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Economia

Especialista alerta para 'quebradeira' dos pequenos e médios

Com a crise econômica, os empresários encaram a falência ou o enxugamento drástico de funcionários

| ACidadeON/Araraquara

Em meio à pandemia, receio é "quebradeira em massa" de pequenos e médios negócios (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)
Em meio à pandemia do novo coronavírus, empresários encaram a falência e o enxugamento drástico de funcionários. Diante dessa realidade, especialista alerta para uma possível "quebradeira em massa" de pequenos e médios negócios em Araraquara e no País. 

Dados divulgados esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que em maio, 19 milhões de trabalhadores no país, estavam afastados do trabalho, sendo que entre eles quase 10 milhões ficaram sem remuneração. 

Esses números fazem parte da pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua, a Pnadcovid-19, que tem o apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e que tem reflexos bem perto da gente.  

Afinal, quem não conhece alguém que teve a renda diminuída, ou foi afastado e desligado do trabalho? Pois é, muitas famílias tem encarado essa realidade em mais um membro da casa.  

O economista, Eduardo Rois Morales Alves, afirma que, infelizmente, diante do colapso no comércio e do sistema produtivo, os dados não surpreendem. 

"A gente já está vendo uma quebradeira em massa de pequenos e médios negócios, então esse quadro era previsível, mas que se esperava uma política de emergência em relação a isso, partido do Governo, sobretudo para sustentar as empresas, pois a medida que sustentaria as empresas, manteria os empregos ou boa parte deles", explica.  

Eduardo Morales, ainda destaca que essa "quebradeira em massa" dos pequenos e médios negócios é observada em todo o país e uma realidade também de Araraquara, em consequência das medidas de contenção a disseminação do novo coronavírus que resultou na publicação de decretos de calamidade pública. 

"O triste disso é não ver uma política de Estado ou de Governo para socorrer e agora estamos colhendo as consequências econômicas mais dramáticas do ponto de vista social", ressalta.

Com o fechamento de estabelecimentos, os trabalhadores passaram a ter e renda menor ou até mesmo o afastamento dos empregos e buscam de tudo para não perderem renda. 

"As pessoas vão para a informalidade, para o desalento, a informalidade, porque elas passam a ter uma renda que lhes asseguram a sobrevivência. O salários médios no Brasil são baixos e eles servem sobretudo para o sustento das famílias", finaliza.  

Falando em salários, ainda segundo os dados divulgados pelo IBGE, da Pnadcovid-19 , o rendimento efetivo do trabalhador ficou em R$ 1.899. Entre a população branca, ele foi de R$ 2.381,37, enquanto a população preta ou parda teve 61,3% do rendimento dos brancos com o valor de R$ 1.460,11.  

Entre homens e mulheres essa diferença percentual foi de 82,8%, tendo rendimento médio efetivamente recebido de R$ 2.048,78, enquanto o delas foi de 1.697,04.

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