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Economia

Inadimplência atinge um terço da população de Araraquara

A informação é do Serasa e diz respeito aos dados de agosto; população de Araraquara está mais endividada do que em cidades da região

| ACidadeON/Araraquara

Inadimplência aumenta em Araraquara (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)
 
Um levantamento feito pelo Serasa Experian aponta que a inadimplência atingiu um terço da população de Araraquara em agosto deste ano. Em comparação com cidades da região como São Carlos, o município teve maior número de pessoas endividadas no mês. 

De acordo com o levantamento, 77.688 pessoas em Araraquara estavam inadimplentes no período, ou seja, 32% da população estimada em 238.339 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . 

Já em São Carlos, o número chega a 73.881 (29% da população). 

SEM RENDA 
A dona de casa Miriam Nereide da Silva Vissotto é uma das consumidoras que deixou de pagar contas durante a pandemia após perder o emprego. Sem uma renda fixa, ela começou a fazer salgados, mas as vendas também caíram.

"Ficaram muitas contas em aberto, como água e luz. Elas foram ficando com dois ou três meses de atraso", conta. 

De acordo com o consultor financeiro Luiz Barbosa, esses números são um reflexo da suspensão da economia devido à quarentena, quando comércios e serviços ainda não estavam flexibilizados.

"Isso acontece devido à perda do poder aquisitivo, o desemprego e a grande dificuldade de retomar ao mercado de trabalho. As pessoas acabam tentando facilitar a vida com dinheiro emprestado do banco, através de cheque especial e cartão de crédito com prazo rotativo", reforça. 

TEM SAÍDA? 
Para o consultor, uma das saídas pode ser encontrada no refinanciamento de imóveis e carros, por causa dos juros menores. Contudo, é importante um estudo da situação financeira.

"Prestar atenção se vai caber no orçamento. Se couber no orçamento fica muito mais tranquilo, porque são prazos muito longos de financiamento, de até 180 meses, e em uma eventualidade de entrar o dinheiro, o consumidor pode quitar o financiamento", explica.

CREDIÁRIO 
O baixo poder aquisitivo dos consumidor também refletiu negativamente no comércio. Em uma loja de Araraquara, o gerente Leonardo Floriano da Silva contou que a inadimplência cresceu durante a pandemia, já que 80% das compras realizadas são feitas em crediário. 

"No começo foi o receio das pessoas de virem ao centro, o que dificultou muito nosso recebimento, então a gente teve um aumento de 2% a 3% [na inadimplência]", conta.

Com as flexibilizações e retomada do setor em setembro e outubro, os consumidores começaram a renegociar as dívidas. "O que ficou para trás as pessoas estão querendo renegociar, voltar a comprar, então a gente está feliz com isso".


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