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Economia

Indústrias de Araraquara adaptam-se ao decreto com regras de funcionamento

Com maior rigidez, empresas mudam rotina de trabalho e sofrem com efeitos de instabilidade econômica

| ACidadeON/Araraquara

Aumento de turnos é alternativa usada em indústria de Araraquara durante pandemia (Foto: Reprodução EPTV)
 

Logo na entrada, tapete sanitizante. Já é uma barreira para o novo coronavírus. Nos quadros de aviso espalhados por toda a empresa, há mensagens de alerta para evitar a contaminação. Pelo novo decreto em vigor em Araraquara, as indústrias da cidade podem funcionar, mas com regras.

Uma delas é que, na entrada e na saída, os funcionários têm que manter distância de pelo menos três metros entre si. Mas uma metalúrgica que faz equipamentos para os setores da citricultura e de sucroalcooleiro foi além. Antes, na área de descanso dos funcionários, uma cadeira ficava pertinho uma da outra. Agora, estão bem distantes. No escritório, muitas pessoas estão em home office. Quem trabalha presencialmente, tem regras de distanciamento.

O diretor da empresa, Bernardo Neto, diz que não houve nenhum caso grave da doença.

"Tivemos alguns casos sim, principalmente agora com essa nova cepa e a impressão que nós temos é que a capacidade de contaminar dele é muito superior a primeira onda, mas nenhum caso grave", afirma.

Na produção, funcionários bem distantes também. Mas essa não foi a principal mudança. Foi preciso dividir os cerca de 130 trabalhadores em turnos.

"Esse protocolo novo do distanciamento nós aumentamos em três turnos. Na verdade temos um turno durante o dia, um noturno e um complementar, posterior ao noturno", explica. 

Outra questão foi o transporte oferecido pela metalúrgica. Pelo decreto municipal a ocupação dos assentos não pode passar dos 30%. Em ônibus que cabem 46 pessoas, viajam apenas 13. E isso tudo encarece mais a produção

"Já estamos passando por um período muito difícil, um implemento de custos não só por esses motivos, mas as matérias primas no Brasil subiram acentuadamente, muito acima de qualquer inflação e qualquer índice que você possa medir. No nosso caso, a principal matéria prima é o aço inoxidável e tivemos aumento nesse último ano de 80%, além da dificuldade de você encontrar no mercado", relata.

Em outra empresa, mas do setor de máquinas alimentícias, o número de funcionários é menor. Tem só 18 empregados. Mesmo assim, medidas foram tomadas, principalmente na hora das refeições, de acordo com o empresário Edson Ricardo Pinheiros.

"Temos tomado as devidas precauções, então a gente tenta falar com eles, para que mantenham o distanciamento, não aglomerar no horário do horário de almoço, nem no café e o pessoal está seguindo e respeitando", finaliza.


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