Inadimplência em Araraquara registra aumento de 4%

Apesar disso, estudo aponta que consumidores estão empenhados em pagar as dívidas em atraso

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A inadimplência em Araraquara medida no mês de abril teve um aumento de 4,4% no acumulado de 12 meses. Apesar desse crescimento, o consumidor da cidade está empenhado em pagar as contas em atraso. Isso é o que demonstra o índice de recuperação de crédito, que cresceu 14,4% no ano, muito acima da média nacional, que foi de 3,8%. No Estado, o índice encolheu 2%, mostrando a dificuldade dos paulistas em adequar o orçamento para acertar as dívidas em atraso.

As informações são do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), que retomou a divulgação mensal dos dados de inadimplência dos consumidores da cidade. O levantamento é do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), administrado pela Boa Vista. Os dados do último relatório são referentes ao mês de abril e as informações de maio serão compiladas no final de junho ou início de julho.

Segundo a economista do Sincomercio, Délis Magalhães, os dados de inadimplência permitem analisar os hábitos de consumo e o perfil do consumidor local. “É uma importante ferramenta para que as empresas que trabalham com linhas de crédito próprio consigam analisar o risco de oferecer essa opção, uma vez que a alta na inadimplência pode levar até à falência”, afirma.

Enquanto houve um aumento da inadimplência de 4,4% no acumulado de um ano, a comparação de abril de 2017 com o mesmo período do ano passado registrou queda de 1,5%. “A análise dos dados evidencia que o consumidor tem criado consciência em relação ao seu orçamento e está buscando adaptar a renda às suas necessidades. Apesar da melhora no mercado de trabalho neste ano, o fluxo de demissões continua alto, tornando normal o crescimento da inadimplência, conforme verificado”, ressalta Délis.

A economista chama a atenção para a diferença entre endividamento e inadimplência. Enquanto o primeiro diz respeito a pessoas que efetuam pagamentos na data de vencimento, mas possuem grande parte do orçamento engessado com os compromissos financeiros, o segundo refere-se aos consumidores que não conseguem efetuar o pagamento dentro da data de vencimento e acabam possuindo dívidas em atraso.

Recuperação de crédito

Sobre a recuperação de crédito, o indicador é elaborado a partir das exclusões de registros na base de dados da Boa Vista SCPC. Para Délis, o aumento de 14,4% demonstra um empenho maior do consumidor em quitar suas dívidas em atraso na tentativa de evitar comprometer o orçamento.

“Apesar da alta na inadimplência, o crescimento da recuperação de crédito foi muito mais relevante. Muitas vezes, o consumidor não consegue efetuar um pagamento dentro do prazo naquele mês e acaba entrando como inadimplente. Logo em seguida, porém, consegue adaptar o orçamento e prioriza a quitação da dívida. O consumidor tem se mostrado mais consciente no último ano, principalmente devido às dificuldades no mercado de trabalho e às incertezas futuras”, diz.


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