Pequeno comércio é o que mais gera emprego em Araraquara

Lojas com até quatro funcionários se consolidam como 'pulmão' do varejo em época de crise

    • ACidadeON/Araraquara
    • Fernanda Manécolo
Da reportagem
O pequeno varejo cresce nos corredores comerciais de Araraquara

 

“É correndo atrás que a gente vende”. A expressão é de Angelita Ferreira Pires, gerente de uma loja de presentes, no Jardim Botânico, em Araraquara. A loja faz parte de um universo varejista que está empregando: o pequeno varejo.

Nos últimos doze meses, em Araraquara, enquanto o comércio em geral teve um saldo negativo de 83 vagas, descontando desligamentos e admissões, o pequeno varejo, formado por lojas com até quatro funcionários, teve um saldo de 320 vagas. Os dados foram compilados pela assessoria econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Jaime Vasconcellos, economista da Fecomércio, diz que a pesquisa mostra a potencialidade dos pequenos. Em Araraquara estima-se que das aproximadamente cinco mil empresas varejistas, 95% sejam formadas por microempresários.

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Na Alameda Paulista: um dos corredores comerciais mais tradicionais de Araraquara; maioria são pequenos empresários


“Este pequeno varejo é formado por empreendedores, que se mantêm no mercado com muita luta. São empresas que apesar das inúmeras dificuldades conseguem de certa forma proximidade com os consumidores e sabem avaliar o que a sua clientela quer. Isso é muito importante e precioso neste setor”, explica.

Na opinião do economista os pequenos são resilientes e por isso, estão sobrevivendo a um período tão difícil de crise econômica e política.

“O nível de estabilidade do pequeno é maior, ou ele luta ou fecha as portas. Além disso, tem muitas pessoas abrindo o próprio negócio e por fim, outro ponto que mostra a potencialidade destes negócios é a questão estrutural: estar nos bairros, próximos dos clientes também dá mais estabilidade”, exemplifica Vasconcellos.

A pesquisa mostra ainda que entre os pequenos empresários, os setores que mais contrataram foram supermercados, lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, farmácias e perfumarias e, lojas de vestuário e calçados.

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Angelina Ferreira Pires acredita na força dos pequenos empresários

 

Na prática

Angelita de certa forma confirma o que Vasconcellos diz. Ela gerencia uma pequena loja de presentes, onde trabalham duas pessoas. Apesar das inúmeras dificuldades ela busca alternativas para aumentar as vendas, como divulgação em redes sociais e ampliação do horário de atendimento. “É preciso estar ligado no que o cliente quer e correr atrás, porque não é fácil, mas é possível vencer”, finaliza.


 


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