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Quinta geração do Nissan Micra tem design e comportamento mais agressivos

No Brasil, modelo de entrada da fabricante japonesa é chamado de March

| ACidadeON/Ribeirao



POR COSIMO CURATOLA, DO INFOMOTORI.COM
EXCLUSIVO NO BRASIL PARA AUTO PRESS
COLABOROU DANIELE RAMIRO/AUTO PRESS
 

No universo automotivo, é comum que alguns modelos globais ganhem nomes diferentes em mercados distintos. No Brasil, por exemplo, o hatch de entrada da Nissan é chamado de March. Mas o modelo é conhecido na Europa como Micra e já é vendido por lá na quinta geração, que ainda não tem previsão de chegar ao Brasil. O novo Micra é maior e mais tecnológico, com linhas mais agressivas. A ideia foi abandonar a simplicidade das primeiras gerações para tentar corresponder à expectativa principal da marca na Europa, que é aumentar a participação no mercado.  

A quinta geração do Nissan Micra tem motorização que parte de um 1.0 com 71cv e 9,7 kgfm de torque máximo, que equipa a unidade avaliada. A caixa é manual, de cinco velocidades. Em relação às dimensões, o novo Micra mede 3,99 metros de comprimento, 1,74 m de largura, 1,45 m de altura e 2,52m de entre-eixos. A título de comparação, a quarta geração que é produzida em Resende, no Rio de Janeiro mede 3,83 metros de comprimento, 1,67 m de largura, 1,53 m de altura e 2,45 m de entre-eixos.  

Quanto à conectividade, a central multimídia não traz câmara de estacionamento e nem navegador GPS como equipamento padrão. Isso permite que a Nissan barateie o carro, deixando o preço mais competitivo. De qualquer forma, é possível conectar o smartphone via Bluetooth ou projetar um iPhone na tela através do Apple CarPlay. Android Auto, no entanto, não está disponível nessa versão. A lista de itens de série conta ainda com controles eletrônicos de tração e estabilidade.  

Na configuração mais barata na Europa, o Micra tem preço inicial de 12.600 euros cerca de R$ 52.500. O valor passa para 19.950 euros aproximadamente R$ 83 mil e até 22.300 euros mais de R$92 mil - se a escolha for pela versão completa, contendo equipamentos como o Bose Personal Edition, para aqueles que gostam de música. Ppara o Brasil, os planos para a chegada da nova geração não são imediatos. A atual deve permanecer em produção, pelo menos, até 2020.

Sob controle  

A primeira abordagem com o carro é bastante convincente, graças a uma instrumentação clara, além da conectividade presente no volante, que possui controles integrados e design mais maduro do que a versão anterior. Com isso, o Nissan Micra prova ser surpreendente no uso diário. Chama a atenção o cuidado com os revestimentos e a evolução em termos estilísticos.  

Apesar de pequeno, o compacto da Nissan tem bom espaço interno. Pode-se dizer que o interior é generoso para os ocupantes da frente. A desvantagem é para aqueles que estão sentados atrás, já que o espaço para pernas é mediano e a altura também incomoda um pouco. O porta-malas tem capacidade para 300 litros, o que está dentro do padrão do segmento. Os vidros traseiros, na unidade avaliada, eram manuais, deixando apenas para as portas dianteiras os ajustes elétricos. A cabine não chega a ser refinada, mas traz uma combinação de materiais que cria um ambiente agradável. A posição do assento e os ajustes do volante proporcionam uma condução confortável.  

O motor 1.0 aspirado de 71 cv é mais que suficiente para lidar com o tráfego urbano ou para a direção em estradas sem aspirações esportivas. E trabalha em perfeita sintonia com a transmissão manual. O consumo do carro é bastante contido durante o teste, o Micra chegou a marcar 17 km/l. Apesar da ausência de uma câmara e sensores de obstáculos, o modelo tem uma direção extremamente suave que facilita as manobras. Curvas e ultrapassagens em baixas velocidades são facilmente gerenciadas, mas o motor se mostra pouco barulhento.



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