Honda Fit EXL tem tamanho de hatch compacto e vasta lista de itens de série

Modelo japonês encerrou 2017 com mais de 25 mil unidades vendidas

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JORGE RODRIGUES JORGE/CARTA Z NOTÍCIAS
Clique e veja fotos do novo Honda Fit (foto: Veja fotos do Honda Fit EXL 2018 (foto: JORGE RODRIGUES JORGE/CARTA Z NOTÍCIAS))

 

Em 2013, quando os SUVs compactos ainda não estavam tão na mira das fabricantes automotivas que atuam no Brasil, o Honda Fit encerrou o ano com mais de 40 mil unidades emplacadas. Considerado um compacto com extrema vocação familiar, seria natural que o modelo perdesse um pouco de suas vendas para a grande febre de utilitários esportivos que começou em 2014. Mas nem mesmo o lançamento do WR-V, SUV que tem o Fit como base, apagou sua força na marca. Tanto que o monovolume encerrou 2017 com mais de 25 mil unidades vendidas e o WR-V com mais de 15 mil. Para fortalecer o modelo, a marca japonesa chegou a promover um leve face-lift no carro, mas as principais mudanças aconteceram mesmo na variante topo de linha, a EXL, mais especificamente em seu conteúdo.

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A melhor novidade do Fit EXL 2018 é a adoção dos controles de estabilidade e tração estes, na verdade, presentes em todas as configurações e da central multimídia mais moderna e maior. A tela tem sete polegadas e traz GPS e compatibilidade com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Os faróis agora são full led e a direção elétrica recebeu ajustes que a deixaram mais firme em movimento, mantendo a leveza típica nas manobras de estacionamento.

No visual, a frente está com novos faróis e grades e os para-choques dianteiro e traseiro ficaram maiores. Isso fez o carro ganhar 10 centímetros no comprimento, chegando aos 4,10 metros. Atrás, as lanternas também ganharam leds em sua totalidade inclusive a sua parte superior, que antes funcionava apenas como enfeite e agora há iluminação no contorno da tampa do porta-malas.

O trem de força não mudou. Segue o mesmo motor 1.5 flex, que entrega 116 cv e 15,3 kgfm máximos e conquistou nota máxima, tanto em sua categoria quanto no geral, na avaliação do InMetro. A transmissão continuamente variável também permanece. Esse conjunto, aliás, é o utilizado por todas as configurações do modelo. O preço não é baixo, mas o torna competitivo diante de algumas variantes de entrada ou intermediárias de SUVs compactos: o Fit EXL começa em R$ 80.900, mas já bem completo. Tem central multimídia, câmara de ré, controles dinâmicos de estabilidade e tração, seis airbags e mais uma série de itens interessantes.

A expectativa da Honda, mesmo depois de lançar o WR-V e prever alguma canibalização entre os modelos, era manter as vendas do Fit em torno de 2.500 unidades mensais. Não chegou a tanto no acumulado, mas conseguiu se estabelecer nessa média nos últimos três meses do ano, já com a linha 2018 nas concessionárias.

Ponto a ponto

Desempenho O motor 1.5 de 116 cv do monovolume Fit é honesto, sem grandes surpresas. Não há um arroubo de força, mas está longe de fazer feio. Apesar da transmissão CVT anestesiar um pouco seu comportamento, as retomadas de velocidade e ultrapassagens são satisfatórias mas é preciso esgoelar um pouco o propulsor para que o vigor apareça. Isso porque o torque máximo, de 15,3 kgfm, só aparece em 4.800 giros. Nota 6.

Estabilidade As rolagens de carroceria são quase imperceptíveis e a sensação de segurança é constante, mesmo em curvas encaradas com um pouco mais de velocidade. Além disso, não só a versão de topo, mas todas elas trazem controle eletrônico de estabilidade e tração. Embora a suspensão não chegue a ser tão firme, dá conta do recado e quase não se vê os recursos eletrônicos em atuação. Nota 7.

Interatividade O Honda Fit sempre foi um carro com vocação familiar e as marcas japonesas costumam trabalhar de maneira mais racional nesse tipo de veículo. Os comandos são bem localizados e com funcionamento intuitivo. A direção elétrica, que passou por mudanças para ganhar mais firmeza, é precisa quando o velocímetro sobe, apesar de extremamente leve na hora de estacionar. O painel de instrumentos traz velocímetro analógico, mas com números grandes e fácil leitura. A central multimídia é bem completa e traz GPS e câmara de ré. Nota 8.

Consumo Segundo o Inmetro, o consumo de etanol é de 8,3 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada e 12,3 km/l e 14,1 km/l com gasolina, nas mesmas condições. Teve nota A tato no geral quanto na categoria em que atua. Nota 9.

Conforto É fácil entrar e sair do Fit e há bom espaço na cabine para transportar cinco pessoas. Os bancos têm boa densidade e a suspensão consegue absorver a maior parte dos impactos causados pelos desníveis das ruas brasileiras. O isolamento acústico é bom, mas quando se exige um pouco mais e o câmbio CVT joga os giros para cima, o barulho do motor se apresenta de forma um tanto incômoda. Nota 8.

Tecnologia A plataforma utilizada é relativamente recente. Central multimídia com tela de sete polegadas, Bluetooth, câmara de ré e GPS e transmissão CVT fazem parte da lista de itens de série da configuração topo de linha EXL. Controle eletrônico de tração e estabilidade estão presentes, assim como seis airbags. De maneira geral, os equipamentos são próximos aos de compacto superior. Nota 8.

Habitabilidade Poucos modelos compactos conseguem ganhar do Fit nesse aspecto EXL. As portas abrem em um ângulo generoso e o sistema de configuração dos bancos em várias posições permite aproveitar o espaço interno de maneira suficiente para transportar objetos de diversas dimensões. Para isso, ajuda também o teto alto e os porta-objetos bem posicionados. O porta-malas carrega 363 litros, boa média para o segmento em que atua. Nota 10.

Acabamento Os encaixes são corretos e os materiais aparentam qualidade, mas os plásticos rígidos estão ali. Couro nos bancos, mas são poucas as superfícies suaves ao toque. Para o valor cobrado pelo carro, decepciona um pouco. Nota 6.

Design A linha 2018 passou por um leve face-lift que trouxe novos faróis e grade na frente, para-choques maiores, luzes diurnas afiladas e integradas aos faróis na variante EXL e a parte de cima da lanterna deixou de ser enfeite e agora também traz leds. Mudanças sutis, mas que trouxeram algum ar de novidade ao monovolume. Nota 8.

Custo/benefício Só pelo fato de ser um Honda, o Fit já recebe um preço mais alto o que normalmente acontece com os modelos da marca nipônica. A variante EXL custa R$ 80.900. O preço fica abaixo da maior parte das versões intermediárias dos SUVs mais recentes, o que favorece a escolha de quem quer um carro com aptidões familiares e não valorize tanto a altura elevada do solo.

Por outro lado, é fácil encontrar versões topo de linha de hatches compactos um pouco maiores. Como o Volkswagen Polo e o Fiat Argo, por exemplo. Nota 7.
Total O Honda Fit EXL somou 77 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

Muitas das características valorizadas nos utilitários esportivos de hoje já estavam presentes no Honda Fit há muitos anos. Caso do bom espaço interno, o teto mais alto e o porta-malas ampliado e com piso plano, ao rebater todos os bancos. Fica a dever apenas a suspensão elevada. Talvez esse seja um dos motivos para seu sucesso, já que nem mesmo a boa aceitação dos SUVs compactos ou o lançamento do próprio WR-V, utilitário que tem como base o Fit, conseguiram reduzir o interesse por ele.

Um dos principais destaques do carro é mesmo a boa habitabilidade. Por fora, não se trata de um veículo grande. Mas o interior é tão bem aproveitado que a impressão que se tem na cabine é outra. Dá para levar, sem apertos, quatro passageiros adultos. Há bom espaço para joelhos e cabeça mesmo para quem é um pouco mais alto.

O motor 1.5 de 116 cv consegue fazer com que os 1.100 kg do Fit ELX se movimentem de forma satisfatória, mas sem grande euforia. Não que a sensação de falta de força impere, mas também não há qualquer sopro de esportividade no trem de força. E nem é essa a proposta o que se vê inclusive pela adoção da transmissão CVT, que prioriza a economia de combustível e não o desempenho.

O sistema de suspensão é bem equilibrado: firme o suficiente para manter a neutralidade do monovolume em curvas e capaz de absorver com competência as irregularidades das ruas brasileiras. A preocupação da marca com a segurança é evidente na configuração EXL. Há seis airbags de série e controle eletrônico de estabilidade e tração. Porém, dificilmente alguém se sentirá instigado a levar um Fit ao seu limite.

Ficha técnica Honda Fit EXL

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.497 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando simples no cabeçote e comando variável de válvulas na admissão. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Transmissão continuamente variável (CVT). Tração dianteira. Controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 115 e 116 cv a 6 mil rpm com gasolina e etanol.
Torque máximo: 15,2 e 15,3 kgfm a 4.800 rpm com gasolina e etanol.
Diâmetro e curso: 73,0 mm X 89,4 mm. Taxa de compressão: 11,4:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson. Traseira por eixo de torção. Controle eletrônico de estabilidade.
Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás. Oferece ABS com EBD.
Pneus: 185/55 R16.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,10 metros de comprimento, 1,69 metro de largura, 1,54 metro de altura e 2,53 metros de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina.
Peso: 1.104 kg.
Capacidade do porta-malas: 363 litros.
Tanque de combustível: 45,7 litros.
Produção: Sumaré, São Paulo.
Itens de série: alarme, travas elétricas, Isofix, retrovisores, travas, direção e vidros elétricos, controle de cruzeiro, computador de bordo, ar-condicionado digital, banco do motorista com regulagem de altura, bancos traseiros reclináveis e bipartidos 60/40, retrovisores rebatíveis eletricamente, faróis de neblina, câmara de ré com três ângulos de visualização, volante multifuncional revestido em couro, bancos revestidos em couro, central multimídia com tela de sete polegadas, GPS e Bluetooth, rodas de liga leve de 16 polegadas, luzes diurnas em leds, faróis em leds e chave tipo canivete.
Preço: R$ 80.900.

 


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