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Santos arranca empate e deixa a zona de rebaixamento

Ceará saiu na frente, já na etapa complementar, mas Jean Mota evitou a derrota santista com gol anotado nos minutos finais da partida

| FOLHAPRESS

Jean Mota (à esq.) é cumprimentado pelo gol por Bruno Henrique (Foto: LC Moreira / Futura Press / Folhapress)
 

O Santos visitou o Ceará nesta quarta-feira, em Fortaleza, no estádio Presidente Vargas, em partida antecipada da 20ª rodada do Brasileiro, e após sair atrás no placar, reagiu e buscou o empate por 1 a 1. O placar tira os paulistas da zona de rebaixamento.  

Agora, a equipe de Cuca ocupa a 15ª posição, com 18 pontos, mesma pontuação da Chapecoanse, 17ª colocada e última equipe a ocupar a zona de rebaixamento. Porém, o Santos vence nos critérios de desempate: possui uma vitória a mais (4 a 3). Já o Ceará vai a 15 pontos e fica na 18ª posição.  

Embora tenham deixado a zona de rebaixamento, os santistas ainda não convenceram e chegaram ao nono jogo sem vencer.  

O último triunfo ocorreu diante do Fluminense, em 13 de junho, no Maracanã, na última rodada antes da paralisação para a Copa do Mundo da Rússia. Desde então, o Santos conquistou seis empates e três derrotas.  

Foi o terceiro jogo de Cuca à frente da equipe. Antes, ele havia sido derrotado pelo Cruzeiro, na estreia, e empatado com o Botafogo.  

O Santos veio com novidades na escalação. O atacante Gabriel e o volante Renato foram sacados do time titular. Pituca e Yuri Alberto ganharam a chance de iniciar.  

A equipe jogou no tradicional esquema 4-3-3. Alison ficou mais plantado atrás, enquanto Carlos Sánchez e Diego Pituca tiveram mais liberdade para ir para o ataque.  

Na linha de três ofensiva, os atacantes Rodrygo, aberto pela direita, e Bruno Henrique, pela esquerda, tinham a missão de acompanhar os laterais quando o time ficava sem a bola. Yuri Alberto foi escalado como centroavante.  

A proposta de usar Yuri para segurar a bola lá na frente não funcionou. Primeiro, porque ele foi presa fácil para os zagueiros. Depois, porque foi atrapalhado pela falta de aproximação dos meio-campistas da equipe santista.  

Até por isso, o domínio cearense foi total durante toda a primeira etapa do duelo. Faltou ao time de Cuca maior compactação entre a última linha defensiva e o meio-campo e principalmente alguém cerebral, capaz de ditar o ritmo e fazer o time segurar mais a bola.  

O Ceará, por sua vez, bem ajustado, recuperava a bola com facilidade, graças à troca lenta de passes dos santistas, e acelerava no contragolpe.  

Tanto que já nos primeiros 15 minutos, Vanderlei já havia sido exigido em três ocasiões. Quando Juninho Quixadá conseguiu vencer o goleiro, carimbou o travessão.  

A primeira finalização do Santos só aconteceu aos 27min, com Diego Pituca arriscando de fora da área. O chute, contudo, pouco assustou e saiu longe da meta. 

Foram 11 finalizações cearenses contra só três dos santistas no primeiro tempo. Na etapa final aqueles que haviam ganhado uma chance a perderam: Pituca deu lugar ao meia Bryan Ruiz. O costa-riquenho fez a sua estreia pelo clube. Já Yuri Alberto viu Gabigol retomar a posição.  

As alterações potencializaram o futebol de Bruno Henrique. Se na etapa inicial o camisa 11 apareceu várias vezes pelo meio querendo participar da armação, sem sucesso, com Bryan Ruiz, mesmo sem empolgar muito, cuidando do setor, e Gabriel como referência, o jogador voltou a ser um bom ponta.  

Foi assim que conseguiu duas boas arrancadas. Em uma delas, aos 15 min, livrou-se de Fabinho, invadiu a área e exigiu grande defesa do goleiro cearense Éverson.  

Embora tenha tido uma pequena melhora em relação à etapa inicial, o Santos ainda continuava tendo problemas com a equipe da casa.  

E foi em um contragolpe, aos 33min, que Arthur, finalmente, guardou a bola na rede. Ele se aproveitou de vacilo de Gustavo Henrique, que não saiu na marcação de Leandro Carvalho e deu condição para que ele recebesse o passe em condição legal.  

O gol não abalou o Santos. Pelo contrário, encheu os paulistas de coragem. E, aos 41min, mesmo sem merecer, o time de Cuca chegou ao empate: Alison cruzou, a zaga do Ceará parou e Jean Mota, sozinho, estufou o peito na bola para tirar Éverson da jogada e deixar tudo igual. 

Arte: Gaspar Martins / A Cidade

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