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Atleta de Araraquara sonha com Tóquio e medalha paralímpica

Pablo Furlan, de 19 anos, é de Matão, mas adotou a Morada do Sol para competir e treinar no atletismo ACD

| ACidadeON/Araraquara

 


"Sou uma pessoa persistente, resiliente, que gosta de correr atrás dos meus sonhos e não é por conta da minha deficiência que deixei me abalar e de correr atrás dos meus objetivos. Hoje estou realizando eles". 

É assim que Pablo Furlan, de 19 anos, atleta da ACD (Atletas Com Deficiência) de Araraquara, terceiro melhor do Brasil no adulto e melhor do País no juvenil se define. O jovem tem baixa visão, mora em Matão e adotou a Morada do Sol para competir e treinar para as provas de 100 e 200 metros livres, além de salto em distância. 

Ao ACidade ON, ele conta que foi na escola em Matão que despertou o interesse pelo esporte. Segundo ele, seu maior talento era com a bola nos pés, porém, sua velocidade se destacava entre os demais e a partir do convite de uma professora, a Nadir, conheceu o atletismo. 

"Ela [Nadir] me colocou para competir no atletismo e a primeira vez já me apaixonei, porque é um esporte sensacional e fantástico. Desde então comecei a treinar, porque não conhecia e fui me apaixonando cada vez mais", diz.  

Pablo Furlan, de 19 anos, quer estar na Paralimpíada de Tóquio, no Japão (Foto: Arquivo Pessoal)

Ao todo são sete anos no atletismo e incontáveis conquistas. Além de competir por Araraquara nos Jogos Regionais e Abertos anualmente, Furlan também disputa competições internacionais pela categoria T13, para atletas com baixa visão. No ano passado, por exemplo, foi vice-campeão mundial juvenil. 

"Não sei exatamente a quantidade de medalhas, mas tenho certeza que tenho mais de cem. Um das minhas maiores metas, algo que sempre sonhei, era representar a seleção brasileira e em 2017 fui campeão mundial juvenil e parapan-americano juvenil", explica.  

Pablo também compete em provas de salto em distância (Foto: Arquivo Pessoal)

Como todo atleta profissional, o jovem sonhador quer ir a Tóquio em 2020 para disputar os Jogos Paralímpicos. Segundo ele, o índice para ir ao Japão ainda não está garantido, porém, não está tão distante de ser alcançado.  

"Neste ano minha meta é terminar o ano entre os oito melhores do mundo e ir a Tóquio. Não falta muito, mas não dá pra dizer que falta pouco. Não está impossível e eu tenho chances. Eu vejo o Pablo futuramente com uma medalha Paralímpica, ganhando medalha em uma Paralímpiada", projeta para o futuro.

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