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Defensor público de Araraquara escreve romance baseado na convivência

Livro de Frederico Monteiro faz observação crítica do cotidiano

| ACidadeON/Araraquara

Defensor público de Araraquara escreve romance baseado na convivência (Foto: Redes Sociais)
No dia-a-dia de uma pessoa, acabamos conhecendo apenas fatias delas, em especial a fatia que diz respeito à nossa convivência imediata. Com o objetivo de fazer uma observação crítica sobre o cotidiano, o livro Babel, do escritor e defensor público Frederico Monteiro, utiliza uma linguagem acessível para conhecer outros pedaços de um mesmo ser humano.  

"Passei 40 dias observando Francisco, o personagem principal do livro. Um homem comum, um advogado. Nós acompanhamos suas dificuldades financeiras e de relacionamento afetivo e amoroso, enfim, toda a dificuldade de um homem comum. A partir disso, acabei montando uma trama que envolve um processo criminal. Paralelamente a tudo isso, faço algumas críticas a situação política que o Brasil passou e vem passando nesses últimos anos", explica Frederico.

A narrativa se desenvolve, em especial, nas relações que Francisco mantém com a secretária, Marta, com o pai, com o senhorio do prédio, com a vizinha adolescente, com o padeiro Quincas, com o cliente Salustiano, com a faxineira Neida, com o atendente, e até com o próprio carro. O leitor segue as interações e os desdobramentos dessas interfaces e é testemunha de como as pessoas que o rodeiam reforçam nele a necessidade humana de convivência e de afeto.

Frederico explica que a política também está presente no livro, mas de uma maneira muito velada e sem posicionamento. "Não vou fazer panfletagem política de forma nenhuma. Francisco se relaciona com o dono da padaria, que se posiciona politicamente. Quando Francisco vai nesta padaria, ele provoca o padeiro. Eu ambientei essa situação, como se fosse a reeleição da Dilma Roulseff, mas o livro não tem a intenção de fazer qualquer tipo de denúncia política" destaca o autor.

Paralelamente ao eixo narrativo principal, e de forma bastante coesa, o escritor construiu um segundo eixo narrativo, contando a história por trás de um processo criminal que chega ao escritório de Francisco através do cliente Salustiano. O processo narra a violência, a vingança e o desfecho da família Pádua num tempo que pode ser o hoje de cada um de nós. 

O amor reprimido, o sentimento entre pai e filho, o ciúme, a violência urbana, a pobreza e a esperança também fazem parte desta história, que marca a evolução da escrita do autor que há dez anos produz contos - para o romance. E ele espera alcançar público dos 14 aos 90 anos numa história envolvente e tão contemporânea.  

Sobre o autor
Frederico, 40 anos, é de Araraquara, trabalha na Defensoria há 12 anos e escreve desde a adolescência. Em 2016, publicou, na versão digital, a coletânea de contos "Sabrina sabe voar".
Neste ano, Frederico decidiu se aventurar e publicar seu primeiro romance Babel.

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