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Lazer e Cultura

Gaviões, Mocidade e Vila Maria são destaques do 2º dia de desfiles em SP

Pérola Negra, Colorado do Brás, Águia de Ouro e Rosas de Ouro também desfilaram nesta noite de sábado (22) e madrugada de domingo

| Folhapress

Sabrina Sato foi o destaque da Gaviões da Fiel (Foto: Folhapress) 


Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre e Vila Maria foram os destaques do segundo dia do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, no Anhembi. Pérola Negra, Colorado do Brás, Águia de Ouro e Rosas de Ouro também desfilaram nesta noite de sábado (22) e madrugada de domingo.

O segundo dia não teve grandes atrasos, como na sexta-feira (21), quando um carro da Dragões da Real ficou preso nos fios elétricos na dispersão.

Para comemorar seus 50 anos, a Gaviões da Fiel promoveu a estreia do carnavalesco Paulo Barros em São Paulo, após ele ganhar quatro vezes no Rio. A comissão de frente teve um enfeito especial no estilo dos que fizeram a fama de Barros, com os componentes pegando fogo em alusão à chama da paixão. Outras surpresas foram muita chuva de papel picado brilhante e um carro jorrando água.

A Mocidade Alegre usou o poder das mulheres e dos orixás. O segundo carro usou 5 mil litros de água reutilizada, bolhas e visual marítimo em referência a Iemanjá, rainha dos mares. O segundo carro usou 5 mil litros de água reutilizada, bolhas e visual marítimo em referência a Iemanjá, rainha dos mares.

Em busca do título inédito, a Unidos da Vila Maria apresentou "dragões", peças imitando porcelana, uma ala sobre a "produção em larga escala", um carro sobre tomar chá e outras imagens associadas aos chineses. A ex-BBB Jaqueline sambou na frente do segundo carro, sobre invenções da China como papel higiênico, bússola e fogos de artifício. No quarto carro, 80 crianças cantaram vestidas de panda, no momento mais fofo da noite.

A Rosas de Ouro fez o último desfile de 2020 do Grupo Especial de SP com um enredo sobre tecnologia. Teve fantasia com chip e código de barra, robô na avenida, passista virtual e carro em realidade aumentada em 3D. O enredo "Tempos Modernos", falou sobre as revoluções industriais, em especial a quarta, dos novos sistemas automatizados. O samba foi cantado sob o ponto de vista de um robô abandonado por uma criança que acha um livro sobre as revoluções industriais.  



A Águia de Ouro quis mostrar toda a trajetória do conhecimento humano. A primeira ala tinha o homem primitivo e o último carro imaginou um futuro com robôs do bem. Teve também Tati Minerato estreando como musa, depois de 20 anos de Gaviões da Fiel. A escola trouxe para a avenida os lados bom e ruim do uso da sabedoria - desde a invenção da roda até tragédias como a bomba atômica.

A Colorado do Brás levou ao Anhembi o mito de Dom Sebastião e apresentou Camila Prins, a primeira madrinha de bateria transexual do Grupo Especial de SP. A escola esteve fora da etile do carnaval paulistano por 25 anos e só retornou em 2019 ao Grupo Especial, de onde não quer sair.

A Pérola Negra, campeã do Grupo de Acesso de 2019, passou pelo Anhembi com problemas nas fantasias, mas fez um desfile animado e colorido. No dia 10 de fevereiro, a escola perdeu 40% das fantasias após ter um barracão alagado pela chuva. A Liga das Escolas de Samba decidiu que o quesito fantasia não será critério de desempate e detalhes de sujeira não serão considerados.

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