Aguarde...

ACidadeON

Voltar

vidaeestilo

Estilo de vida das pessoas faz crescer número de casos de Diabetes

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta terça (14), é uma forma de conscientização sobre a doença

| ACidadeON/Araraquara

O Dia Mundial do Diabetes é comemorado nesta terça-feira (14). No entanto, a data está mais relacionada a conscientização do que a comemoração. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde em abril deste ano, o número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos dez anos, subindo de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016. Além disso, a pesquisa revela que a prevalência da doença é maior nas mulheres.

F.L.Piton / A Cidade - 5.ago.2016
 


A professora do curso de Medicina da Universidade de Araraquara - Uniara, Rita de Cássia Garcia Pereira, relata que o número e diabéticos vem aumentando gradativamente no Brasil, e muitos desconhecem seu diagnóstico. Segundo ela, o estilo de vida atual contribui muito para esse aumento.

“O sedentarismo e o excesso de alimentos industrializados e engordativos tendem a aumentar esses números, portanto, é de extrema importância que a atenção básica à saúde seja capaz de diagnosticar precocemente esses pacientes e acompanhá-los, pois o diabetes mellitus deve ser monitorado para todo o sempre”, alerta a docente.

A também docente do curso, Karin Franco Pinotti, alerta que “a manutenção do peso corporal, a alimentação saudável e a prática de atividades físicas regulares ajudam na prevenção da doença”.

Rita explica que o diabetes é uma doença crônica caracterizada pela deficiência do pâncreas em produzir insulina total ou parcial, o que acarreta aumento de glicose sanguínea. “No diabetes tipo I, o pâncreas perde a capacidade total de produzir o hormônio insulina e, no diabetes tipo II, mais comum em 90% dos casos, ocorre a redução da capacidade de produção da insulina e um defeito em sua ação”, detalha.

O tipo I é controlado com a aplicação de insulina e alimentação, e o II, com medicamentos mais alimentação, de acordo com Rita. “Nos dois tipos, a alimentação é preponderante, fazendo parte do tratamento. O paciente não deve achar que somente a insulina ou o medicamento podem resolver a situação. Portanto, o controle da dieta é fundamental para resultados positivos no controle da glicemia e na melhora da qualidade de vida do paciente”, aponta.

As gestantes também devem ficar atentas à doença. Segundo o Manual Técnico de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, no Brasil, “a prevalência do diabetes gestacional em mulheres com mais de 20 anos, atendidas no Sistema Único de Saúde, é de 7,6% (IC95% 6,9-8,4 – critério da Organização Mundial da Saúde), 94% dos casos apresentando apenas tolerância diminuída à glicose e seis apresentando hiperglicemia no nível de diabetes fora da gravidez”.

A professora ressalta que é importante que, no pré-natal, sejam realizados exames para detectar a glicemia e seu controle. “Quando há casos na família ou história de gestação anterior, deve-se fazer um rastreamento para controle glicêmico, principalmente quando a gestante apresenta peso acima do esperado para a semana gestacional. A terapia nutricional correta, com controle da qualidade e quantidade de alimentos, será capaz de controlar o peso e, consequentemente, as taxas glicêmicas”, afirma.

Segundo ela, a dieta adequada, nesses casos, está relacionada com o peso da gestante e o tipo de alimentos consumido. “Deve-se realizar uma consulta nutricional para verificar qual a terapia nutricional mais correta, lembrando sempre que dietas de moda ou dietas restritivas não são utilizadas, pois não contêm as necessidades e recomendações nutricionais específicas para cada situação”, comenta Rita, salientando que a gestante deve seguir o aconselhamento médico e a terapia nutricional estabelecida para seu caso, a fim de evitar complicações no parto e manter a gestação até o final.

“A necessidade de hábitos mais saudáveis é premente e envolve toda a população. Essas recomendações devem ser dadas a toda a família”, ressalta Rita. Karin finaliza orientando a ficar atento às complicações, como “a maior incidência em Diálise, amputações não traumáticas e cegueira”.
 

Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso. Para mais informações, consulte nosso TERMO DE USO"

Cadastrados

Nome (obrigatório)
Email (obrigatório)
Comentário (obrigatório)
0 comentários

Mais do ACidade ON