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Política

Especialista faz avaliação dos primeiros 100 dias de Bolsonaro

Bruno Silva diz quais são os aspectos positivos e negativos deste Governo que segue tentando mudar o País

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Bolsonaro completa 100 dias de Governo (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
Passado 100 dias do governo de Jair Bolsonaro (PSL) está na hora de colocar na balança os feitos do presidente.  

A agenda liberal do ministro Paulo Guedes e a proposta de reformar a Previdência Social, colocada como prioridade número um da nova gestão, é um dos pontos ressaltados pelo colunista de política da CBN, Bruno Silva. "Guedes é um dos ministros que tem mais aprovação popular, mas a tendência é que dê uma desgastada agora com as tentativas de negociar a Reforma da Previdência", diz.  

Silva lembra que as promessas de cunho econômico são as mais numerosas entre os compromissos de Bolsonaro. Para se ter uma ideia, segundo levantamento do G1, apenas 24% destas promessas foram cumpridas e 59% ainda estão pendentes, entre elas a própria Reforma da Previdência.

Outros pontos positivos destacados estão o decreto de flexibilização de posse de arma de fogo, que avançou e a redução de alíquotas de exportação. "São medidas que avançaram e que estavam previstas para os primeiros dias", diz Silva.    

Problemas
Entre os problemas que impactam negativamente no Governo estão a dificuldade de articulação política, a falta de investigação no Caso Queiroz e ainda os comentários feitos pelos filhos de Bolsonaro. "Algumas medidas são um desastre no que diz respeito à articulação política".  

Silva ressalta que há certo temor de que polêmicas desnecessárias alimentadas por integrantes do primeiro escalão, pelos filhos de Bolsonaro e pelo próprio chefe do Executivo, principalmente em redes sociais, comprometam o capital político conquistado nas últimas eleições, colocando em xeque a capacidade de articulação exigida para a promoção de mudanças estruturais da máquina pública.
Política 

Silva lembra que a política é formada por um presidente que tem que ter articulação. "Um discurso muito simplista como foi nas eleições agora torna difícil o avanço das políticas, porque muita coisa depende de negociação", afirma. 

"Todo processo de concentração de poder não funciona dentro de uma lógica democrática. A visão da sociedade não é única. O presidente é uma figura que coordenada, que goza de confiança. Então, por mais que tente, o presidente precisa transitar entre os partidos, que tem poder de construir", finaliza Silva.


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