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Saiba como é morar em casas com terreno de 125 metros quadrados

Moradores falam sobre viver em um imóvel com 5 metros de frente e 25 de fundos

| ACidadeON/Araraquara

Cícero Teixeira e Geani Gomes moram em casas de 125 metros quadrados no Parque São Paulo. (Foto: Paula Cardoso/CBN Araraquara)


Em meio às discussões na Câmara de Araraquara sobre uma proposta da Prefeitura que prevê ceder terrenos para famílias de baixa renda construir suas residências - com áreas de no máximo 125 metros quadrados -, fomos ouvir quem já mora em um imóvel com as mesmas características. No Parque São Paulo, por exemplo, os moradores sabem bem o que é construir e viver com pouco espaço. Apesar de que, na época, cada um pagou pelo lote. 

Internautas que procuraram o ACidadeON lamentam a discussão propondo barrar o terreno para quem busca o sonho da casa própria. Por outro lado, há quem questione a possibilidade de favelas ou habitações fora do padrão. O fato é que uma parcela do Parque São Paulo foi loteada com 125 metros quadrados e as construções até hoje geram polêmicas e reclamações. Assim, como explica o servente, Cícero Teixeira, que mora há 10 anos no Parque São Paulo. 

"Quando eu morava no Indaiá tinha um terreno de 7,5 - metros quadrados - e deu para fazer, mas aqui em 5 metros não dá para construir, porque tem que deixar corredor de um lado e de outro. Eu perdi nos cômodos, mas ganhei nos corredores. Já que não tinha como deixar corredor do outro lado, deixei o máximo que eu pude, porque se pudesse deixar um pouco mais largo e mantivesse o mesmo preço era bom", afirma.  

Veja as medidas e um modelo. (Foto: Reprodução)

A fachada estreita limita as possibilidades de construção uma vez que existe a exigência de recuos na frente e nas laterais. A empregada doméstica Manuela Gama da Silva, de 23 anos, diz que na casa de sua avó, que mora há mais de 20 anos no bairro, diz que não cabe nem o carro na garagem. 

"O ruim deles é que são estreitos, geralmente, as pessoas que são mais pobres acabam construindo a casa no começo e deixa o fundo. Para mim não atrapalha em nada, mas se a família for muito grande e mais para frente querer erguer outros cômodos fica difícil. Um pouco mais largo ajudaria, pois pelo menos caberia o carro. Na garagem da minha avó mesmo, que tem meio terreno, não cabe o carro do meu tio, fica metade para fora", explica.  

Representantes da Prefeitura falaram sobre medida na Câmara. (Foto: Willian Oliveira/CBN Araraquara)

E se engana quem pensa que estacionar um veículo é problema para poucos. A dona de casa, Geani Lúcia Gomes, de 46 anos, diz que a vizinha tem que encontrar um jeito pra colocar o carro na garagem e, além disso, a maioria das casas também apresentam infiltrações. 

"A gente tem infiltração na parede do vizinho. E eu acho um pouco estreito por ser meio terreno. Se fosse maior seria melhor até para as crianças, pois teria um espaço a mais para elas. O carro também quase não cabe, o da vizinha ao lado é grande e o terreno é estreito e precisa fazer uma manobra terrível para conseguir estacionar no quintal", afirma. 

A aposentada Maria Helena Souza, tem 61 anos e mora com a mãe no Parque São Paulo há mais de 20 anos. Ela compartilha da opinião de que o espaço para construção é estreito. Assim, como, o motorista José Antônio Câmara, de 65 anos. 

"O problema é muito relativo. Faz 20 anos que meus pais moram e nunca tivemos problemas sérios. Existem alguns sinais de infiltração, mas problema sério mesmo não. É um pouco estreito, os corredores são pequenos, para famílias que tenham poucas pessoas, porque ele é bem pequeno, realmente", afirma Souza.   

Uma área no Jardim Viaduto (Vila Xavier) foi usada como exemplo na Audiência. (Foto: Reprodução/TV Câmara)

"Para mim não dá porque é muito pequeno, mas para as pessoas pobres que não tem nem condição de comprar um terreno grande acaba ficando com esse. Porque dá muita infiltração nas paredes das duas casas, que são juntas as paredes, então, se deixar um espaço de uma parede e de outra não sobra terreno para fazer a casa, ficando menor ainda", finaliza Câmara. 

(Com informações de Paula Cardoso, da CBN Araraquara)

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