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Prefeitura volta atrás e protocola nova proposta de reajuste aos servidores

Nova redação foi protocolada às 18h30 desta segunda-feira (13) na Casa de Leis; sindicato fará assembleia nesta terça-feira (14)

| ACidadeON/Araraquara

Prefeitura Araraquara
ATUALIZADA ÀS 22h59 


A Prefeitura de Araraquara voltou atrás e protocolou nesta segunda-feira (13), na Câmara, uma nova proposta de reajuste aos servidores municipais. Representantes do Executivo estiveram na Casa de Leis já no fim do expediente e entregaram o documento que propõe 5% de aumento ainda em 2019 - antes o texto previa 2% em maio, 1,5% em janeiro e 1,5% em fevereiro de 2020. Outro ponto modificado foi o bônus assiduidade de R$ 120 ao vale alimentação, que previa uma geladeira de seis meses caso houvesse quatro faltas do servidor.  

Prefeitura e Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara (Sismar) travaram nos últimos dias uma espécie de guerra fria por causa da proposta encaminhada à Câmara. Inicialmente, representantes dos trabalhadores haviam protocolado na administração municipal um pedido de reajuste salarial de 7,25%, bem como outros 60 pontos que consideravam essenciais para melhorar as condições de trabalho. Apesar disso, a Prefeitura apresentou e protocolou na Casa de Leis, um texto em que propunha o aumento parcelado.   

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Dias depois, houve um encontro entre representantes do Sismar e parlamentares onde foi tirado o encaminhamento de pedir ao líder do Governo, Paulo Landim (PT), que intermediasse uma proposta que considerasse o reajuste ainda em 2019 para que não houvesse perdas da inflação. No fim do dia, a Prefeitura encaminhou o novo documento ao Legislativo e segue pedindo urgência na aprovação.  

Agora, segundo o novo texto apresentado, o aumento de 5% será imediato. Mas, o pedido apresenta uma contrapartida, onde os trabalhadores serão limitados a fazerem o máximo de 20 horas extras mensais, a não ser com manifestação do secretário ou secretária da pasta em que o trabalhador estiver lotado. O ofício protocolado na Casa diz ainda que a medida é fruto do diálogo entre a Prefeitura e o Comitê de Gestão Democrática.    

"Em síntese nós mandamos o projeto de Lei para Câmara fazendo essa correção: 5% serão pagos já em maio e os R$ 520 do vale alimentação fica desta forma, o servidor só perde no mês que ele faltar. Claro que neste mesmo projeto de Lei, a Prefeitura já estabelece ali um contingenciamento orçamentário linear, tirando as verbas da saúde, educação e assistência social. Nós estamos contingenciando linearmente 10% do orçamento e também estamos endurecendo ainda mais nas horas extras para fazer um esforço de contenção de despesas para que a gente tenha condições de pagar esses benefícios que nós estamos anunciando aqui hoje", disse Edinho Silva (PT) através de suas redes sociais.

Agnaldo Andrade, falou pelo Sismar, na reunião com os vereadores. (Foto: Walter Strozzi/ACidadeON)

Assembleia nesta terça-feira (14)
Uma assembleia dos trabalhadores da Prefeitura está sendo convocada para esta terça-feira (14), às 18 horas, em frente à Câmara. O encontro deve discutir as propostas apresentadas e deliberar se os trabalhadores concordam ou não com os projetos de Lei. 

Segundo Marcelo Roldan, a nova proposta chega próximo ao que foi solicitado em relação a pauta financeira, porém, não descarta possibilidade de mobilização dos trabalhadores, uma vez que ainda faltam repostas para 61 itens que foram apresentados.  

"Está mantido nosso movimento de amanhã, não está descartada a possibilidade de atos públicos, paralisações, enfim, todos os enfrentamentos necessários para que a Prefeitura não só responda a pauta que está lá na mesa para ser estudada e respondida, mas que não insista em colocar o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos em votação, já que ele nada diz respeito a data-base e existem muitos pontos de retirada de direitos dos servidores e não foi discutido com a categoria", afirma.


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