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Negociação não avança e servidores seguem em estado de greve

Encontro na Gerencia do Trabalho terminou sem acordo, mas definiu uma rodada semanal de negociação

| ACidadeON/Araraquara

Reunião foi mediada pela Gerência Regional do Trabalho. (Foto: Milton Filho/CBN Araraquara)

Terminou sem acordo o encontro entre servidores municipais e representantes da Prefeitura, na manhã da última sexta-feira (24). Nenhum dos 61 itens da pauta de reivindicações dos trabalhadores foi atendido.  

Por outro lado, representantes da Prefeitura sinalizaram que vão negociar item a item com a categoria. Ficou acordado, que todas as sextas-feiras serão realizadas rodadas de negociações.  

Participaram do encontro na Gerencia Regional do Trabalho (GRT), a secretária municipal de Gestão e Finanças, Juliana Piccole Agatte, o superintendente do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (DAAE), Donizete Simioni, e outras autoridades, além de servidores e dirigentes do Sindicato do Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar).  

A negociação
Inicialmente, os representantes da administração municipal sugeriram o fim do estado de greve do funcionalismo para que as negociações dessem prosseguimento, o que não foi aceito.  

O estado de greve foi decidido em assembleia, no último dia 14 de maio, em frente à Câmara. No mesmo dia em que os vereadores aprovaram o reajuste salarial de 5% para a categoria, além de criar um bônus assiduidade de R$ 120 para os trabalhadores que não faltarem.  

De acordo com o sindicato, o fim do estado de grave só será definido em assembleia com o avançar das negociações. De acordo com o presidente do Sismar, Agnaldo Andrade, para evitar que não se cumpra as reivindicações.  

"Nós não aceitamos pelo simples pelo fato de que outras palavras já foram dadas por parte do Executivo e não foram cumpridas", explica.  

Segundo a Juliana Piccole Agatte, tanto a Prefeitura, quanto o DAAE, e a FunGota - fundação que administra a maternidade Gota de Leite -, estão dispostos a dar sequência as negociações com a categoria.  

"Nós estamos dispostos à abertura da mesa de negociação em relação aos pontos expressos na data base, são 61 pontos que eles expuseram e a gente vai iniciar as discussões, ao mesmo tempo a gente teve oportunidade de apresentar tudo o que a gente avançou já no âmbito do município, em relação as pautas econômicas também e a gente entende que daqui surgiu uma boa linha pra gente dar continuidade as discussões com o sindicato na mesa de negociação", afirma.  

Para o presidente do Sismar, o município utilizou o espaço apenas para prestar esclarecimentos - o que não era a proposta.
"Eles querem nos reunir para dar esclarecimentos, não estão pré-dispostos a mudanças. Então percebe que isso não é do sindicato, que o sindicato se retirou da negociação. Não, nós nos colocamos inclusive a disposição para discutir, para debater como foi falado em audiência", rebate.  

Como fica?
Sobre os itens propostos pelo sindicato, a secretária municipal de Gestão e Finanças afirma que boa parte já está contemplada no novo Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos (PCCV).  

"São pautas importantes também que eles trazem, muitas delas a gente entende que está contemplada na proposta de PCCV, outras são ajustes ou iniciativas de gestão que já estão sendo conduzidas pelas secretarias e devem ter algumas pra gente avaliar em conjunto com eles para discussão", afirma.  

Segundo o presidente do Sismar, Agnaldo Andrade, é possível que o sindicato leve a Justiça uma ação por prática antissindical, caso o município não corrija a postura adotada na negociação do reajuste salarial da categoria.  

"O Comitê de Gestão não substitui o sindicato nas negociações, jamais. E o prefeito tem se pautado muitas vezes em suas decisões nesses comitês, mesmo que envolva os servidores. Não no sindicato. A proposta é que a gente leve isso adiante, se não for feito uma correção nessa postura", disse.  

A secretária municipal de Gestão e Finanças, Juliana Piccole Agatte, contesta. "Na realidade a gente sempre esteve aberto para discussão com o sindicato, o prefeito sempre esteve disponível e recebeu. Inclusive o sindicato fazia parte do nosso Comitê de Gestão Democrática. A gente fez questão de sinalizar para eles que a gente gostaria que eles voltassem a participar, mas eles tiveram essa decisão em assembleia, o sindicato sinalizou isso, mas a gente entende que eles deveriam participar", finaliza.  

O primeiro encontro para seguir debatendo o impasse entre Prefeitura e servidores municipais deve ocorrer na próxima sexta-feira (31).

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