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Política

A menos de um ano das eleições, 13 partidos estão 'órfãos'

Legendas tradicionais como o PV e DEM não possuem órgão partidário em Araraquara, segundo sistema do TSE

| ACidadeON/Araraquara

Faltando menos de um ano para a eleição, partidos estão 'órfãos' em Araraquara

Restando pouco menos de um ano para as eleições do ano que vem, há ao menos 13 partidos órfãos em Araraquara, ou seja, legendas que não possuem pai ou padrinho e, até este momento, estão fora do tabuleiro político visando disputar a Prefeitura ou vagas na Câmara. 

Entre as diferentes siglas, duas chamam a atenção. Tradicionais na política local, o Partido Verde e o Democratas, segundo cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não possuem qualquer órgão partidário na cidade de Araraquara. Ambas as legendas tiveram peso político destacado durante o mandato do ex-prefeito Marcelo Barbieri (MDB). 

Completam a lista de órfãos o PROS, Avante, PSTU, PTC, Rede, DC, PCB, PCO, PMB e Novo. Porém, este último, possui regras diferenciadas e existe um núcleo pró-diretório. PSTU e PCO também são partidos com organização peculiar e apesar de não possuir cadastro junto ao TSE, possui militância orgânica na cidade. 

Sem coligação na eleição proporcional a de vereadores -, a tendência é que algumas dessas legendas perca peso político no cenário eleitoral local. Porém, uma outra leitura possível é de que por causa do fundo partidário e tempo de televisão eles sigam tendo relevância no tabuleiro político. 

Tem explicação
Procurado, Fernando César Câmara, o Galo, líder do PV na cidade, disse que a legenda passa por uma reestruturação e até o início do ano a comissão local deve se tornar diretório municipal. Já Leandro Cortez Urso, ex-presidente do DEM, disse que aguarda um posicionamento do diretório estadual sobre a nova direção local, que deve ser mantida.  

Bruno Silva, cientista político, analisa que 'órfãos' terão papel importante no ano que vem. (Foto: Amanda Rocha/ACidade ON)

Bruno Silva analisa cenário com siglas órfãs e seu papel nas eleições
O colunista do ACidade ON e cientista político Bruno Silva fez uma análise do cenário com as siglas sem 'Sem pai ou padrinho'. Segundo Silva, essas legendas serão importantes nas costuras políticas e de construção de alianças.  

Confira a íntegra da análise: 

"Essas siglas "órfãs" na política local certamente serão importantes nas costuras políticas e na construção de alianças. É preciso lembrar que algumas delas são historicamente importantes na política local de Araraquara, chegando a fazer 2 e 3 vereadores em legislaturas mais antigas, como é o caso do PV e do DEM, por exemplo. No próximo ano esses partidos continuam sendo importantes do ponto de vista da formação das coligações para as campanhas de prefeito (cujo peso dos partidos na coligação é fundamental para acessar tempo de rádio e TV).  

Embora sejam poucos os partidos no município com vida partidária efetiva, ainda assim em época eleitoral, tornam-se importantes para acomodar lideranças - quando não são utilizados como recurso de barganha dos políticos locais junto a lideranças estaduais e, em alguns casos, até mesmo federais. A realidade é que muitos se tornam "legendas de aluguel" em relação às quais os políticos também procurarão sugar o recurso que puderem.

Como sabemos, com a aprovação da cláusula de barreira em 2017, a qual passou a vigorar no pleito do ano passado, os partidos, para terem acesso ao Fundo Partidário e tempo de televisão, precisaram auferir um desempenho mínimo: eleger ao menos 9 deputados federais de 9 estados diferentes ou; obter ao menos 1,5% do total de votos válidos na eleição para a Câmara de Deputados distribuídos em 9 estados diferentes, atingindo pelo menos 1% dos votos em cada um deles.  

Os partidos que não atingiram a regra e que buscam fusões com outros partidos ou ainda estão decidindo o que fazer pensando nas eleições municipais do ano que vem, são: PCO, PSTU, PCB, PMB, PRTB, DC, PPL, REDE, PTC, PMN, PRP e PCdoB. No entanto, a previsão de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) criado em 2017 como alternativa para o financiamento de campanhas - por enquanto está em R$ 2,54 bi, conforme projeto de lei orçamentária encaminhado ao Congresso por Bolsonaro.  

Mas vale lembrar que o diabo mora nos detalhes. Embora os partidos listados que não atingiram a cláusula de barreira fiquem sem acesso ao Fundo Partidário, isso não os exclui automaticamente de acessar, ainda que modestamente, recursos do FEFC, uma vez que este prevê a distribuição a todos os partidos registrados no TSE de, pelo menos, 2% do valor do fundo. No ano que vem isso significa dizer que cada uma das 35 siglas teria, aproximadamente, R$ 3,6 milhões em caixa para distribuir dentre os seus diretórios e comissões".

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