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Política

Vigilantes podem deixar escolas da Prefeitura por falta de pagamento

Empresa diz que administração deve quase R$ 800 mil referentes ao trabalho; Prefeitura diz estar dialogando para resolver situação

| ACidadeON/Araraquara

Prefeitura de Araraquara está em atraso com empresa de vigilância das escolas. (Foto: Amanda Rocha)

Ao menos doze escolas, cinco creches, o Espaço Kaparaó e a Casa Transitória podem ficar sem o serviço de vigilância, caso a Prefeitura não realize o pagamento à empresa GAPS Vigilância, responsável pelo trabalho desde 2017. Ao todo, a empresa diz ter quase R$ 800 mil a receber da administração, sendo R$ 142 mil desde setembro deste ano e R$ 12 mil de um contrato emergencial que seria do ano passado. 

Sem receber, a empresa alega enfrentar dificuldades para conseguir honrar os compromissos com os 80 funcionários e teria chegado ao limite. Com isso, na última quarta-feira (4), os vigilantes - que trabalham das 18 às 6 horas -, não se apresentaram em seus respectivos locais de trabalho. Segundo a empresa, uma forma de protesto pela falta de pagamento e até mesmo a ausência de posição da Prefeitura. 

A GAPS possui diferentes contratos com o Poder Público. Porém, ao todo, é responsável por cuidar de próprios em bairros como Vale do Sol, Jardim Iguatemi, Eliana, Adalberto Roxo, Altos de Pinheiros, Indaiá, Cruzeiro do Sul, Pinheiros, Hortênsias, Indaiá, Maria Luiza, Universal, Selmi Dei 2 e 3, assentamento Monte Alegre e em Bueno de Andrada. 

Ao ACidade ON, a gerente administrativo da empresa, Vera Lúcia de Caires confirma os atrasos nos pagamentos. Segundo ela, desde o início do contrato sempre houve dificuldades para receber da Prefeitura, porém, a necessidade de cumprir com os compromissos junto aos trabalhadores preocupa. 

"Vamos protocolar a notificação [avisando a saída] e caso não tenha uma resposta ou pagamento, pensamos em sair", afirma. 

Fala, Prefeitura!
Procurada, a Prefeitura informa que está em contato diário com a empresa em questão, justamente para equacionar os pagamentos sem interrupção dos serviços, o que, segundo ela, tem sido feito com todos os grandes fornecedores e prestadores de serviços, diante das necessidades da Prefeitura em relação ao seu fluxo de caixa. 

"Destaca-se o acúmulo de despesas como folha de pagamento dos servidores de novembro, décimo terceiro e folha de dezembro, além da pública queda de arrecadação que os municípios brasileiros têm sido vítimas. A Prefeitura tem equacionado esses problemas, quando muitas cidades têm atrasado, por exemplo, folha de pagamentos para servidores".  

A administração disse ainda que não foi informada sobre abandono de posto de trabalho, o que segundo ela, fere gravemente o contrato em vigor, tomando assim as medidas judiciais cabíveis.  

"Importante ressaltar que todos os fornecedores da Prefeitura têm tido uma postura de compreensão e colaboração, já que em semanas a situação será normalizada", finaliza a nota.

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