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Política

Márcia Lia (PT) se envolve em discussão na Assembléia

Um vídeo mostra a deputada petista batendo boca com o deputado Douglas Garcia (PSL) após o adiamento da sessão que pretendia votar a reforma da previdência

| ACidadeON/Araraquara

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Márcia Lia se envolve em discussão após adiamento da sessão que votada reforma da previdência (Foto: Reprodução)
 
A deputada estadual Márcia Lia (PT) de Araraquara se envolveu em uma confusão na madrugada desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, após o adiamento da sessão convocada para a votação, em segundo turno, da Reforma Estadual da Previdência.  

A primeira votação foi na terça-feira (18) e a pauta foi aprovada por 57 votos, o mínimo necessário. Agora, a segunda votação da Reforma da Previdência na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foi adiada para terça-feira (3).  
 
Márcia Lia se envolve em discussão após adiamento da sessão que votada reforma da previdência (Foto: Reprodução)

Discussão
O tumulto começou após Teonilio Barba (PT) tentar dar um soco em Arthur do Val (Patriota). Em outro momento, Frederico D'Ávila (PSL) fez um gesto contra os servidores que acompanhavam a sessão e outros deputados foram para cima dele. Durante a confusão, a deputada Márcia Lia (PT) tentou pegar o celular da mão de Douglas Garcia (PSL).  
 
 
Em um vídeo gravado por Douglas Garcia, Márcia aparece discutindo com ele. Em determinado momento ela parte para cima, estende a mão na direção do parlamentar e o celular treme. Não é possível ver o que ela fez.  

O deputado começa a acusá-la de agressão, diz que levou um soco e o bate boca começa. Ele a chama de "louca", "doida" e "corrupta".  

Defesas 
Douglas Garcia afirma que foi agredido e diz que irá registrar um Boletim de Ocorrência por lesão corporal e pedir a cassação do mandato da petista. "Estava gravando para garantir que a discussão que acontecia ali. Não podia deixar que fosse criada ali uma narrativa falsa. Acabou chegando outras deputadas, outros deputados e virou uma confusão generalizada. Veio Márcia Lia, ela olha para mim, vem na minha direção, acerta um golpe bem no meu nariz, em cheio. Outros deputados imediatamente separam, mas eu fiquei extremamente estressado, irritado", afirma o deputado.


Por nota, a deputada Márcia Lia diz que foi agredida verbalmente pelo deputado Douglas Garcia ao tentar impedir que ele a filmasse sem sua autorização. Ela afirma que estava em um corredor de acesso ao plenário, junto a um grupo de deputadas e deputados. "Conhecido por insultar mulheres na Alesp, Douglas Garcia prosseguiu com a filmagem e passou a caluniar Márcia Lia, com falsas acusações. A deputada ressalta que Garcia não tinha autorização para filmá-la. Márcia Lia tomará providências legais", reforça a nota da assessoria.


Entenda a reforma
As mudanças propostas pela reforma da previdência afetam 592.525 servidores estaduais: 50,40% da educação, 25% da segurança pública e 10% da saúde. A Polícia Militar ficou de fora da reforma.  

A primeira reforma mexe nas regras gerais da aposentadoria como, por exemplo a idade mínima. Para mulheres a idade mínima passa de 55 para 62 anos, para homens, a idade passa de 60 para 65.  

Os professores estão em regime especial. Homens se aposentam com no mínimo 56 e mulheres, 51. Policiais civis, agentes de segurança penitenciária, escolta e vigilância penitenciária terão idade mínima de 55 anos para ambos os sexos.  

Assim como a reforma da previdência nacional, a estadual também prevê regras de transição. Quem entrou no serviço público paulista até 31 de dezembro de 2003 recebe 100% de aposentadoria. Quem entrou depois de 31 de dezembro de 2003 recebe 60% da média de remuneração durante o período de contribuição.



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