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Política

Uso de buzina por trens na madrugada é proibida em Araraquara

Medida, que prevê proibição das 22 as 6 horas, passou por segundo turno na Câmara, nesta terça-feira (28)

| ACidadeON/Araraquara

Medida é válida para o perímetro urbano, entre 22 e 6 horas (Foto: Amanda Rocha/ACidade ON)


O uso de buzina por trens durante a noite e madrugada é proibida em Araraquara. Ao menos é isso que prevê um Projeto de Lei Complementar (PLC) aprovado, nesta terça-feira (28), em segunda votação, na Câmara Municipal. Com aval no Legislativo, a nova lei segue para sanção do prefeito Edinho Silva (PT).

O texto, apresentado e defendido pelo presidente da Câmara, Tenente Santana (MDB), fica proibido o uso de buzinas por composições ferroviárias que trafegam pelo perímetro urbano de Araraquara e Bueno de Andrada, das 22 as 6 horas. Em caso de descumprimento após a sanção, a medida prevê aplicação de multa no valor de R$ 11,5 mil.

O QUE DIZ A RUMO?
A Rumo, responsável por administrar a linha férrea, afirma por meio de nota que as operações da concessionária seguem todas as normas de segurança vigentes e procuram causar o menor impacto possível à população. Ainda segundo a Rumo, a intensidade da buzina atende as orientações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que deve ser no mínimo de 96 dB, e no máximo de 110 dB.

"Ferrovias do mundo inteiro fazem uso da buzina pois trata-se de um item essencial para a segurança do trem, dos veículos e das pessoas que estão próximas à linha. Os maquinistas são periodicamente treinados e auditados para seguir corretamente o procedimento de uso desse dispositivo. A buzina é sempre acionada nas passagens em nível, nas proximidades de túneis, pontes, viadutos, e passarelas ou quando se identifica qualquer situação de risco. É importante ressaltar que, caso haja circulação de pessoas em área operacional da ferrovia, o maquinista pode utilizar o dispositivo sequencialmente para alertar e evitar atropelamentos. Toda ferrovia de carga funciona 24 horas por dia e os horários de circulação dos trens dependem das operações de carregamento e descarregamento, entre outros fatores. Além disso, a empresa esclarece que a legislação e regulação de ferrovias compete a esfera federal", conclui a nota.

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