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Política

Lei 'Marielle Franco' é aprovada pela Câmara de Araraquara

Projeto prevê celebrar Dia de Luta contra Genocídio da Mulher Negra no dia 14 de março

| ACidadeON/Araraquara

Iniciativa foi aprovada em sessão à distância da Câmara de Araraquara (Foto: Divulgação/Câmara)
 

A Câmara de Araraquara aprovou, nesta terça-feira (6), a inclusão no calendário de eventos do município do dia "Marielle Franco: Dia de Luta contra o Genocídio da Mulher Negra", a ser celebrado no dia 14 de março. 

A iniciativa, apresentada pelas vereadoras Fabi Virgílio (PT), Filipa Brunelli (PT), Luna Meyer (PDT) e Thainara Faria (PT), foi aprovada por unanimidade na Casa de Leis. 

Segundo o aprovado, a data será lembrada anualmente com palestras, seminários, exposições, atividades e eventos de visibilidade na cidade. 

Na justificativa, as autoras apresentam que as mulheres negras representam 66% das vítimas de violência contra as mulheres, segundo dados do Atlas da Violência. 

"O Brasil é um dos países que mais mata mulheres no mundo e quem lidera as estatísticas são as mulheres negras. O objetivo desse projeto é combater o racismo e preservar os direitos das mulheres que são vítimas de feminicídio, preconceito e inúmeras injustiças que assolam as mulheres em nosso País", defendeu Fabi Virgílio. 

Durante defesa da proposta, Filipa Brunelli ressaltou que seu mandato é construído coletivamente, inclusive, por "mãos de mulheres pretas e mulheres travestis pretas". 

"É um debate que precisamos fazer e eu espero que a partir de quando for instaurado dia, que seja utilizada essa data para debater e levantar uma problemática que assola nosso país todo. Não poderia ter um nome mais lindo para levar essa data do que Marielle Franco". 

Thainara Faria afirmou ser preciso defender o legado da ex-vereadora carioca. 

"Sei como é, às vezes fazem isso comigo também. Marielle não tem voz própria hoje para defender seu legado, mas conta com milhares de sementes que ela plantou pela luta, resistência e, infelizmente, teve que se tornar mártir", ressaltou. 

Já Luna Meyer disse que considera Marielle Franco como uma de suas inspirações políticas. 

"Quando ela faleceu, houve um golpe muito baixo, Fake News horrorosas e disseminou-se uma ideia errônea de que ela era defensora da cega das pautas de esquerda. Ela nunca foi dessa maneira, quem conhece o trabalho dela, vê como inspiração e cada um deve beber dela. Ela ouvia a dor do cidadão que procurava", finalizou. 

Após a aprovação, a medida segue para sanção do prefeito Edinho Silva (PT).


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