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Política

Código sinal vermelho começa a ser discutido em Araraquara

Projeto de lei prevê alerta para mulheres que sofrem violência doméstica na cidade

| ACidadeON/Araraquara

Campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica
 

Um projeto de lei que pretende difundir o código sinal vermelho no combate à violência contra a mulher foi apresentado e está em discussão na Câmara de Araraquara. 

A iniciativa é do presidente da Casa de Leis, Aluísio Braz, o Boi (MDB) e propõe a criação do "Programa de Cooperação Código Sinal Vermelho" na cidade. 

Segundo Boi, a iniciativa é uma sugestão da presidente do MDB Mulher, Suzelaine Pedroni devido ao aumento nos registros de casos e as pautas internas do partido. 

O objetivo é mobilizar uma ampla campanha em toda a cidade para conscientizar as pessoas sobre a existência de um código que possa ser alternativa para mulheres em risco de violência. 

"Esse é um código que está virando em nível nacional para que ela possa fazer um x, se possível, de batom ou algo vermelho, mas se não tiver vermelho, ser de caneta mesmo e onde ela for conseguir com o simples gesto com a mão mostrar para alguém que está sob ameaça, cárcere, agressão e possa comunicar aos órgãos competentes, como Prefeitura, Polícia Militar e essa pessoa ter o primeiro socorro", afirma.  

Suzelaine Pedroni e Aluísio Braz, o Boi discutem projeto de lei apresentado em Araraquara (Foto: Divulgação)

Na avaliação do presidente do Legislativo, além da aprovação dos vereadores, o projeto de lei depende de uma ampla divulgação para que as mulheres saibam deste mecanismo. 

"Não adianta apenas a mulher saber, a cidade precisa. A população tem que saber e, por isso que vamos precisar da Prefeitura, setor de comunicação tanto da Câmara, mas principalmente do Executivo, para fazer uma ampla divulgação em toda a cidade", defende. 

"Conscientizar a população de que vai ser lei em Araraquara e vamos levar para os órgãos de proteção à mulher, delegacias, mas primeiro, de toda a cidade, uma divulgação bem forte para que possamos diminuir abusos que a meu ver criminosos fazem com suas esposas, namoradas e não podemos aceitar mais essa violência contra a mulher", completa. 

Em podcast da Prefeitura, a responsável pela coordenadoria de Políticas para Mulheres, Gabriela Palombo, comentou sobre os casos de violência contra a mulher e alternativas criativas que estão sendo criadas com sentido de romper o ciclo de abusos. 

"Tem um código que está procurando se firmar no mundo, que vemos em lives, vídeos com especialistas, que é a mulher erguer a mão, deixar a palma para frente, um gesto sutil, como se fosse acenar para alguém, mas não mexe a mão. Esse gesto está se configurando como um código que identifica que a mulher está pedindo socorro", afirma. 

"O que precisamos é disseminar esse código de fato como algo que qualquer pessoa leiga, no seu cotidiano, consiga identificar como pedido de ajuda. Avalio como iniciativa importante que pode sim, contribuir muito, pois o que precisamos é isso, ampliar as formas para que essa mulher possa pedir ajuda sem sofrer represália do agressor desassistida de nenhuma proteção", completa. 

O projeto de Lei tramita na Câmara e julgou objeto de deliberação, nesta terça-feira (20). Com isso, a iniciativa será encaminhada para análise das comissões antes de ir a plenário.


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