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Política

Câmara define vereadores que vão investigar gastos com covid

Relação de nomes deve ser publicada, nesta quarta-feira (21), no Diário Oficial da Casa de Leis

| ACidadeON/Araraquara

Câmara Municipal Araraquara define membros que vão compor CEI da Covid  (Foto: Amanda Rocha)
 

Os seis parlamentares que vão compor a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Covid em Araraquara estão definidos. A composição articulada pelo presidente, Aluísio Braz, o Boi (MDB), deve ser publicada, nesta quarta-feira (21), no Diário Oficial da Casa de Leis. 

A CEI da Covid em Araraquara pretende investigar os gastos promovidos pela Prefeitura durante o enfrentamento da pandemia da covid-19. Os trabalhos estão previstos para serem iniciados somente após a imunização de toda a população adulta, com duas doses de vacina. 

Segundo o presidente do Legislativo, apesar da autonomia para indicar os membros da comissão, todos os partidos foram comunicados e tiveram prazo para que fizessem as indicações e assim contribuir com o trabalho de investigações.  

Com isso, foram recebidas as indicações de Thainara Faria pelo PT e Marcos Garrido pelo Patriota, enquanto MDB e PSDB teriam declinado de indicar membros. A saída, de acordo com Boi, foi compor e buscar o equilíbrio entre os demais. 

"Analisando o contexto geral, vários vereadores não quiseram participar e construí com o líder da bancada do PT e o Patriota, que são as duas maiores, o consenso do PT ficar com a presidência, através da vereadora Thainara Faria e o Patriota com a relatoria, que era um pedido deles, com o doutor Marcos Garrido", explica Boi.  

A composição da CEI ficou com Thainara Faria (PT), como presidente; Marcos Garrido (Patriota), como relator; e os vereadores membros Emanoel Sponton (Progressista), Marchese da Rádio (Patriota), Edson Hel (Cidadania) e Paulo Landim (PT).  


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Aluísio Braz, o Boi, ressalta a importância da transparência e considera que ela beneficia oposição, governo e também a população que aguarda por respostas em relação às investigações dos gastos com a pandemia da covid-19. 

"Com certeza, se consegui construir que dois de uma oposição de quatro participar e ter o direito a relatoria, eles estarão presentes e no dia-a-dia da CEI. Por outro lado, trabalhamos para que ela possa de forma tranquila analisar todos os contratos, o que for, de forma muito tranquila, pois acredito que isso fortalece a secretaria da Saúde no pós-pandemia", considera. 

"A CEI será muito transparente, tem vereadores dos dois lados e o que construímos na Casa é que queremos toda a transparência, pois fortalece tanto a oposição, como a situação. Não podemos, antes de uma CEI ser instaurada, criar heróis e violões, ou seja, fazer juízo prévio, e esperamos que os seis tenham essa responsabilidade", completa. 

Sobre o início dos trabalhos, Boi reforça que a partir da publicação da composição da CEI, os membros podem iniciar o planejamento, agendar reuniões, propor cronogramas e definir quais serão as estratégias para as investigações. 

"Eles não podem agora receber materiais que possam desestruturar o andamento da secretaria da Saúde, ou tirar pessoas para relatos, pois é isso que está no corpo da CEI, não atrapalhar os profissionais da Saúde. Administrativamente podem compor os funcionários que vão acompanhar a CEI, quais serão os ritos, os depoimentos, quais os objetos que terão uma atenção maior e podem se reunir e fechar um cronograma, pois tem vida própria", diz. 

PARA RELEMBRAR
A CEI para investigar os gastos com covid-19 em Araraquara foi criada no último dia 8 de julho, após requerimento apresentado por dez vereadores. Na oportunidade, a oposição criticou o objeto de investigação e apresentou outro requerimento pedindo ampliação. 

No pedido original está prevista a investigação de contratos firmados pela Prefeitura de Araraquara com base em dispensa de licitação, que tenham sido objeto de apontamentos pelo Tribunal de Contas, Controladoria Geral da União ou Ministério Público. 

O documento prevê que os trabalhos sejam iniciados pelos vereadores apenas com o fim da imunização contra a covid-19 de toda a população adulta da cidade, ou seja, quando todas as pessoas com mais de 18 anos receberem a segunda dose de vacina.


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