Publicidade

politica

Sismar pede manutenção do ensino remoto, Edinho recusa e greve segue

Primeiros diálogos entre o Sindicato e a Prefeitura aconteceram nesta quarta (08)

| ACidadeON/Araraquara -

Servidores da Educação seguem em greve sanitária por causa do volta às aulas (Foto: Amanda Rocha)
 

Representantes do Sindicado dos Servidores Municipais de Araraquara (Sismar) se reuniram na última quarta-feira (08), com o prefeito Edinho Silva (PT), para retomar as negociações para o fim da greve sanitária da Educação, que se arrasta desde abril. 

A frente de grevistas pede mais segurança para a volta às aulas diante do cenário da pandemia. De acordo com Bernadete Couto, diretora do Sismar, o primeiro pedido do sindicato, que é a manutenção do ensino remoto, foi rechaçado pelo prefeito Edinho. 

Com isso, o Sismar deve apresentar, agora, uma atualização das reinvindicações ao governo para buscar um acordo e por fim à greve.

"Ontem conseguimos realizar uma reunião com o prefeito, ela foi mediada pelo vereador Guilherme Bianco e, finalmente, nós conseguimos sentar e pelo menos dar início ao diálogo sobre o movimento de greve e essa paralisação que já se estende por cinco meses corridos no calendário", afirmou. 

"Essa reunião foi o início de uma conversa, pois até então não tínhamos tido êxito em começar o diálogo, ele se mostrou interessado em ouvir as reivindicações e como esse documento foi feito lá no início da greve ele pediu para atualizar as demandas e encaminhar para ele ainda essa semana, se possível", completou.

De acordo com Bernadete, são 10 pontos que serão revistos pelo sindicato. A frente cobra, por exemplo, a distribuição de EPIs para os servidores e ampliação das equipes de limpeza das escolas.

"Um outro ponto é que solicitamos também que pensasse e analisasse com o Comitê e secretaria da Educação a possibilidade de as crianças de 0 a 3 anos continuarem no remoto por conta de toda a dinâmica de atendimento nas unidades e estamos aguardando. Não temos ainda uma reposta definitiva e damos continuidade a esse diálogo para oferecer maior segurança aos funcionários e alunos", apontou.

Durante a reunião, o governo teria se mostrado favorável a negociar o pagamento de parte dos salários descontados dos grevistas em abril, após o início da greve.

"Um outro ponto que inclusive ele propôs foi negociar os 15 dias descontados no início da greve e está na Justiça, nós conseguimos através do Ministério Público uma liminar para não ser descontados os dias de greve. Os descontos da primeira quinzena lá em abril ele se propôs a chegar em um acordo e acertar esse desconto. Foi um dos pontos que ficou próximo de uma decisão", finalizou.

Uma assembleia, ainda nesta quinta-feira, deve rever as reivindicações para uma nova apresentação ao governo municipal.
A partir daí, começam as negociações. De acordo com Bernadete, a greve só terá fim às condições apresentadas forem aceitas pela prefeitura nos próximos dias.

Mais notícias


Publicidade