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Projeto seria rejeitado, diz Boi, sobre passaporte vacinal

Presidente da Câmara, Aloísio Braz, o Boi (MDB) ressaltou que faltou clareza na redação e que consenso será construído nas próximas semanas

| ACidadeON/Araraquara -

 

Um grupo de manifestantes se reuniu na segunda-feira (17), na frente da Câmara, para protestar contra o projeto (Foto: Guilherme Leal/ Rádio CBN Araraquara)

 

O projeto que exige passaporte vacinal em Araraquara será discutido nas próximas semanas, para que se chegue a um consenso que respeite a necessidade de vacinação sem prejuízo da economia. A declaração foi dada pelo presidente da Câmara Municipal, Aloísio Braz, o Boi (MDB), em entrevista à Rádio CBN Araraquara, nesta terça-feira (18). 

"Eu poderia ter colocado o projeto para votação, mas ele seria rejeitado. A minha posição é que vacina é fundamental. Eu tomei, minha esposa tomou, meu filho tomou e minha filha de dez anos vai tomar. Mas o projeto não diz onde e de que forma o passaporte será usado. A redação não é clara", declarou Boi. 

Para o presidente do Legislativo, a posição de consenso hoje entre os vereadores é que setores específicos, principalmente os grandes eventos, passem a exigir passaporte vacinal, a partir de uma nova redação do projeto. 

"Os vereadores receberam várias ligações e notas de entidades e não sabiam explicar os detalhes. Vamos ouvir representantes da saúde e a população, para elaborar melhor o projeto. Que ele proteja a saúde, mas não traga pânico para economia e geração de empregos", acrescentou. 

Ele lembrou que a proposta partiu de sugestão do vereador Guilherme Bianco (PCdoB), por isso, a Prefeitura decidiu enviar o projeto para discussão em plenário, em vez de instituir a obrigatoriedade do passaporte vacinal por decreto. 

"A grande preocupação é com o aumento de internações. Se todos estiverem vacinados, os casos serão mais leves. Vários setores da economia já exigem o comprovante de vacinação e as famílias sabem que as pessoas estão vacinadas nesses ambientes. O problema são os locais onde fica mais difícil controlar distanciamento e outras medidas", concluiu Boi.

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