Faro Fino: Cidades como Araraquara viram estratégia da oposição para afastar Temer

Líder do PT na Câmara, deputado federal Carlos Zarattini, esteve hoje em Araraquara

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Presidente na berlinda
A Câmara dos Deputados se reunirá no dia 2 de agosto, às 9 horas, para analisar o parecer da Comissão de Constituição e Justiça sobre o pedido de investigação do presidente Michel Temer. Tanto Governo quanto oposição ainda não têm número suficiente de deputados para votar a denúncia por corrupção passiva. O procurador Rodrigo Janot afirma que o presidente era o destinatário de vantagem indevida de R$ 500 mil, paga pelo empresário Joesley Batista ao ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, em troca de benefícios para as empresas de Joesley.

Apoio em Araraquara
Enquanto espera e faz contas na esperança de obter maioria no plenário, o líder do PT na Câmara, deputado federal Carlos Zarattini, fez ontem um ‘tour’ pela região. Passou por Ribeirão Preto, Américo Brasiliense, Rincão e Araraquara. Aqui, se reuniu com lideranças sindicais, o prefeito Edinho Silva e os vereadores. E o foco está claro: trabalhar na base dos deputados. Ou seja, ir até as cidades e tentar convencer em uma espécie de contra-ataque justificando a baixa popularidade do Presidente.

Carlos Zarattini deputado federal PT esteve em Araraquara (Amanda Rocha/ACidadeON)
Carlos Zarattini deputado federal PT esteve em Araraquara em reunião com vereadores (Amanda Rocha/ACidadeON)

 

Nada querido
“O temer tem uma rejeição gigantesca e isso aparece em qualquer pesquisa no Brasil. Agora, nesses 15 dias os deputados estão visitando as suas bases, tendo contato com seus eleitores e desejamos que eles digam o que estão sentindo, porque essa rejeição tem que aparecer na votação em Brasília. E a gente conta que muitos deputados mudem a sua opinião e passem a apoiar o afastamento do presidente”, diz Zarattini.

Nada favorito
Se Temer deixar a Presidência quem assume é o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). Escolha que só pode ser aceita como temporária, segundo o deputado. Para o líder do PT na Câmara, ele não é a solução para o Brasil. “Achamos que desta forma, talvez, seja possível antecipar as eleições de 2018”. Ou seja, o País voltaria às urnas neste ano para escolher o seus representantes na Presidência e no Congresso Nacional.

Povo decide
O deputado que admitiu a possibilidade de ser excluída do relatório da reforma política a cláusula que impede a prisão de candidatos cinco meses de antes das eleições, disse em Araraquara que a melhor maneira de sair da crise política é deixa o povo decidir. “Os candidatos fariam suas campanhas, apresentariam as suas propostas e o povo decidiria. Quem ganhar; ganhou. Quem perdeu; perdeu e volta daqui quatro anos”.

 


 


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