Faro Fino: Empresa que prevê 2 mil vagas de emprego retomará obra em Araraquara

Coluna política repercute informação dada pelo prefeito Edinho Silva em um café com jornalistas

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    • Da reportagem
ACidade ON - Araraquara
Edinho Silva em café com jornalistas, nesta terça-feira (Amanda Rocha/ACidadeON)

Anote ai!

A fábrica de implementos de transporte rodoviário Randon anunciou, em março do ano passado, que estava dando ‘um tempo’ na implantação de sua nova unidade em Araraquara, na região Sul da cidade. A implantação da empresa foi anunciada em dezembro de 2012, com estimativa de investimento de R$ 100 milhões e geração de cerca de 2 mil empregos. E parte disso já foi gasto: algo em torno de R$ 60 milhões.

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Obra da Randon durante uma das etapas da conclusão do barracão, em 2015.

Boa notícia
Desde então, havia a expectativa da retomada da obra. E ela deve acontecer no segundo semestre, ao menos, segundo o prefeito Edinho Silva (PT). Ele, que ainda não tem muitos detalhes da operação, deu a notícia em um café com jornalistas, evento realizado periodicamente na cidade buscando dar mais transparência ao trabalho dentro da Prefeitura. Ainda não existem informações sobre vagas e expectativas concretas de empregos. O ACidadeON não conseguiu contato com a Randon.

Nem aqui, nem lá!
E falando em empresa, por ora, nenhuma outra manifestou interesse em atuar em Araraquara. A crise está ai é ninguém pode notar. Questionado, o prefeito negou que o fato dele estar na mídia com frequência em citações e delações premiadas possa influenciar algo neste sentido. “Se for assim, não investe no Brasil inteiro”, diz o chefe do Executivo fazendo uma ressalva: o modelo político ruiu, desabou, e ele não responde por nenhum processo.

Aqui não!
Essa semana o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) completou 48 anos. E se depender do chefe do Executivo a autarquia vai receber um presente. Para ele, o serviço de limpeza de praças, por exemplo, não pode ser atribuído ao Daae que vem perdendo seu poder de investimento na área ambiental. Edinho também descartou dar outro rumo ao Departamento. “Enquanto eu for prefeito o Daae não será privatizado”.

Segue a dívida
O prefeito ainda falou sobre a dívida da Prefeitura. Disse que os números ainda são ruins e o montante a ser pago deixa a situação nada tranquila. Muitos fornecedores também não aceitaram negociar e os pagamentos do ano passado somam cerca de R$ 46 milhões. A estimativa é que haja ainda quase R$ 40 milhões. Para o chefe do Executivo, o agravamento da crise política deve refletir na arrecadação e, de quebra, no dinheiro enviado ao município.


 


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