A Câmara Municipal de Araraquara deve travar a pauta da sessão ordinária desta terça-feira (20) até que o prefeito Lapena (PL) se reúna com os servidores municipais em greve. A decisão é uma resposta direta à paralisação iniciada na segunda-feira (19), quando os funcionários públicos deflagraram a greve por reajuste salarial e valorização da categoria.
Durante a manifestação, os vereadores da base Michael Kary (PL), Cristiano da Silva (PL) e Enfermeiro Delmiran (PL), além dos vereadores da oposição Aluísio Braz – Boi (MDB), Maria Paula (PT), Marcão da Saúde (MDB), Guilherme Bianco (PC do B), Paulo Landim (PT), Filipa Brunelli (PT), Alcindo da Sabino (PT) chegaram a dialogar com o secretário de Governo, Leandro Guidolin. No entanto, não houve avanço nas negociações.
Diante do impasse, os parlamentares presentes, junto a vereadora Fabi (PT), se comprometeram a não deliberar nenhum projeto durante a sessão ordinária até que o prefeito receba os servidores para discutir as reivindicações da greve dos servidores públicos de Araraquara.
Além disso, a partir das 15h, na sessão da Câmara, o presidente do Sismar (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara), Gustavo Jacobucci, irá falar na Tribuna.
O QUE OS SERVIDORES PEDEM

Os trabalhadores pedem o reajuste no vale-alimentação para R$ 1,2 mil, desvinculação das faltas abonadas do vale-alimentação e majoração do abono pecuniário para R$ 250; entre outras propostas.
O QUE FOI OFERECIDO
Por outro lado, a administração municipal ofereceu apenas 5,49% de reposição da inflação e vale-alimentação de R$ 1,1 mil, com a incorporação do abono pecuniário (que sai do salário e vai para o vale-alimentação) e a incorporação de um bônus de R$ 200. Na prática, o reajuste do auxílio-alimentação seria de R$ 97,29, conforme a proposta do Executivo.
