As primeiras testemunhas sobre o caso de rachadinha na Câmara de Araraquara podem ser ouvidas nesta segunda-feira (7). Em meio à dificuldade que o grupo vem enfrentando para o comparecimento voluntário das pessoas, novos depoimentos foram marcados para esclarecer se houve ou não o esquema no gabinete do vereador Emanoel Sponton (Progressistas).
As denúncias repercutem há duas semanas, após o Jornal da EP, da rádio EPFM, revelar três depoimentos de ex-assessoras sobre um acordo verbal firmado antes da nomeação para o cargo, pelo qual deveriam repassar um percentual de seus salários à mãe do parlamentar.
Mesmo após iniciar as investigações e convocar testemunhas em duas oportunidades, elas declinaram do convite e até o momento não houve oitivas. Na última quinta-feira (3), por exemplo, um dos denunciantes alegou que falaria somente em juízo se sentir mais protegido. Já os dois atuais assessores de Sponton estavam na Câmara, mas não foram para as oitivas.
Nesta segunda-feira (7) estão previstos novos depoimentos, sendo o mais importante deles o da mãe do vereador, logo às 9h. Outras quatro ex-assessoras do gabinete também foram chamadas para contribuir com informações sobre o suposto envolvimento do vereador com a cobrança de parte de seus salários. Ainda na segunda-feira, serão ouvidos o jornalista Luis Antonio dos Reis, do matinal da EPFM, e a vereadora Filipa Brunelli (PT).
Paralelo à investigação realizada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, os partidos políticos PT, PC do B, PV, Rede e PSB protocolaram uma provocação no MP-SP (Ministério Público de São Paulo) para que o órgão analise as supostas irregularidades.
Em sua defesa, Emanoel Sponton publicou nota negando as acusações e declarando que “não há qualquer procedimento investigativo instaurado pela Justiça” sobre sua conduta. Ainda em nota, o progressista classificou a denúncia como “revanchista” e “distorcida”.
Morador do Jardim das Hortências, na região leste de Araraquara, Emanoel Sponton está em seu segundo mandato como vereador. Durante as investigações, o Conselho também deverá verificar quando ocorreram os pagamentos, caso a denúncia seja comprovada, já que há impedimentos legais para agir sobre legislaturas anteriores.
“Quero reafirmar que nunca pratiquei nenhum crime no meu gabinete. Não existem provas legais ou atos oficiais que confirmem as alegações que estão atribuindo a mim. Não recebi nenhuma notificação oficial sobre denúncias ou investigação”, introduziu.
“O que está circulando são apenas boatos, um áudio cortado com voz alterada e com filtros. É fato que recentemente participei de uma votação polêmica e, desde então, estou sendo perseguido, como vocês podem observar”, completou ao reafirmar sua inocência.
Emanoel Sponton, vereador, Progressistas
