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AraraquaraPolíticaDAAE migra para o mercado livre de energia e prevê economia de até R$ 8 milhões por ano

DAAE migra para o mercado livre de energia e prevê economia de até R$ 8 milhões por ano

Contrato no mercado livre pode reduzir gastos do DAAE em até R$ 30 milhões nos próximos cinco anos

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O DAAE (Departamento Autônomo de Água e Esgotos) de Araraquara oficializou nesta terça-feira (18) a migração para o mercado livre de energia, visando reduzir os gastos da autarquia com a “conta de luz”. O contrato com a empresa Matrix Energia, assinado no fim de setembro, prevê economia anual estimada em até R$ 8 milhões com a compra direta de energia elétrica.

A apresentação do projeto ocorreu no auditório do DAAE e contou com a presença do prefeito Dr. Lapena (PL), de representantes da Matrix e de servidores do departamento. Segundo o superintendente Wilian Thomaz Maréga, a mudança possibilita ao órgão adquirir energia de fornecedores selecionados em licitação, com desconto sobre a tarifa praticada pela CPFL. “A expectativa é de uma redução mensal entre 25% e 28% na tarifa atual”, afirmou.

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Acordo foi formalizado nesta terça-feira em ato público com a presença do prefeito Dr. Lapena (Foto: Divulgação)

De acordo com o diretor técnico da Matrix, Luis Baltazar, o contrato está em vigência e gerou economia de 21% no primeiro mês, equivalente a R$ 635 mil. O índice pode aumentar com ajustes na demanda contratada e com a inclusão de novas unidades consumidoras.

Atualmente, 29 unidades do grupo A (alta tensão), como poços profundos, captações e reservatórios, integram o contrato. A previsão do DAAE é ampliar o modelo para unidades de baixa e média tensão assim que permitidas pela regulamentação. São 34 pontos que, quando incorporados, podem elevar a economia mensal para R$ 1 milhão. “Isso significaria R$ 12 milhões ao final do ano, que poderão ser aplicados em obras e saneamento”, disse Maréga.

Além do desconto sobre a tarifa, o departamento também deve se beneficiar da redução de 50% na TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição), valor pago pela utilização da rede elétrica da CPFL.

Para o prefeito Lapena, a migração representa avanço na gestão pública. “É mais um passo para modernizar a administração. Nosso compromisso é fazer o melhor com menos”, afirmou.

O processo técnico e jurídico que possibilitou a mudança começou em 2004, com apoio da empresa Oniom Energia Solar Ltda, contratada por R$ 54 mil. A vigência inicial do contrato com a Matrix é de 60 meses, período em que a economia acumulada pode chegar a R$ 30 milhões em comparação ao mercado regulado.

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