O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), iniciou conversas sobre a transição de governo com Dr. Lapena (PL), eleito para comandar a cidade nos próximos quatro anos. Ambos destacaram o tom amistoso do diálogo, e o novo chefe do Executivo reforçou que não pretende promover uma “caça às bruxas” em relação à gestão atual da Morada do Sol.
Lapena afirmou que Edinho se dispôs a realizar uma transição democrática e mencionou que está finalizando a formação de sua equipe. Questionado sobre os nomes que comporão o time de transição, o futuro prefeito preferiu mantê-los em sigilo para evitar pressões.
“Não queremos caça às bruxas, não. Queremos saber o que vamos encontrar para poder administrar esta cidade. Estamos fechando nossa equipe e, por enquanto, estamos segurando os nomes. Já houve até uma pressão sobre um deles, então estamos aguardando”, disse.
Dr. Lapena (PL), prefeito eleito de Araraquara
Em nota, Edinho Silva mencionou que fez o primeiro contato por telefone, colocando-se à disposição para iniciar o processo de transição. Ele também destacou que o momento coincide com o andamento do maior pacote de obras da história do município e reafirmou seu compromisso com Araraquara.
“Somente com o governo federal, são mais de R$ 300 milhões empenhados em convênios já firmados, interrompidos pela lei eleitoral, e aguardando o fim das eleições para início das licitações, além de outros compromissos já assumidos”, afirmou o atual prefeito.
Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara
Edinho destacou ainda que especificará os convênios e os estágios em que se encontram, para garantir que Araraquara não perca as melhorias conquistadas durante sua gestão. “O mais importante é garantir os interesses da nossa população”, concluiu.
ENTENDA A TRANSIÇÃO DE GOVERNO EM ARARAQUARA
Segundo a Lei Orgânica do Município, é atribuição do prefeito em exercício iniciar o processo de transição de governo, criando uma comissão de transição assim que o novo chefe do Executivo for declarado eleito pela Justiça Eleitoral.
Já a lei municipal 9.361, de 10 de setembro de 2018, determina que o processo de transição comece no sexto dia útil após a proclamação dos resultados e termine em 31 de dezembro. Dessa forma, a comissão deve ser nomeada até segunda-feira (14).
A comissão de transição será composta por dois representantes do governo atual, com indicação de seu coordenador, e dois representantes do candidato eleito, também com indicação de seu coordenador. A comissão terá acesso amplo às contas públicas, contratos, convênios, inventários de bens, entre outros documentos relevantes.
Os membros da comissão de transição não serão remunerados e deverão manter sigilo sobre informações confidenciais, sob pena de responsabilização administrativa, civil e criminal.
