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Eleições

Presidente chileno apoia Bolsonaro e diz que 'ninguém conhece' Haddad

Sebastián Piñera considerou que o voto em Bolsonaro foi um voto de castigo

| FOLHAPRESS

O presidente do Chile, Sebastián Piñera (foto: Reprodução / Facebook)
 

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O governo argentino reagiu com cautela e considerou o que o processo eleitoral brasileiro vem correndo dentro da normalidade. Já o uruguaio, por meio de seus principais líderes, atacou Jair Bolsonaro (PSL). 

Na noite de segunda-feira (8) foi a vez do presidente chileno, Sebastián Piñera, se pronunciar a favor do líder na corrida pela Presidência do Brasil. Num evento em Madri, na Espanha, disse que ele "tem um bom plano para a economia" e que "os sinais que está dando no sentido de promover sua abertura, reduzir o déficit fiscal, o tamanho do setor público com privatizações são coisas que um país como o Brasil, que é um gigante, precisa." 

Acrescentou que Fernando Haddad (PT) lhe provoca "certa desconfiança porque ninguém o conhece direito, nem como pensa." E considerou que o voto em Bolsonaro foi um voto de castigo. "Vi mais um voto contra os demais políticos do que a favor de Bolsonaro, e talvez por isso o clima seja de incerteza". 

Piñera disse estar ciente de seu perfil polêmico. "Ouvi seus comentários homofóbicos e sua linguagem agressiva com relação às mulheres, mas seu plano econômico aponta para a direção correta, além de enfrentar com energia a corrupção e o populismo, dois imensos problemas que causaram os problemas do país e provocam a crise que o arrasta".  

O ex-candidato presidencial José Antonio Kast, que concorreu às últimas eleições, em 2017, defendendo o período pinochetista, deve fazer uma tour pelo Brasil em apoio a Bolsonaro, segundo informações do jornal La Tercera. Kast defende a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), principalmente por conta de seus avanços econômicos. 

Porém, em mais de uma ocasião, afirmou "lamentar" os abusos de direitos humanos ocorridos então. Estimativas oficiais apontam para o desaparecimento de cerca de 3 mil pessoas durante a repressão no período. Kast apoiou Piñera no segundo turno da eleição chilena, porém seu perfil é bem diferente do empresário, que se localiza mais numa posição de centro-direita e que votou pelo "não" no famoso plebiscito que derrubou a ditadura pinochetista. Além disso, Piñera estimulou a reabertura de processos de investigação sobre os crimes da ditadura e a construção do Museo de la Memória, em nome das vítimas da repressão.

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