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Eleições

Cinco vereadores eleitos em Araraquara tem entre 25 e 29 anos

27,7% dos 18 parlamentares eleitos neste domingo (15) vão formar a bancada jovem do Legislativo

| ACidadeON/Araraquara

Araraquara elegeu cinco vereadores com idade entre 25 e 29 anos (Foto: Reprodução e Amanda Rocha)
 

Cinco dos 18 vereadores eleitos em Araraquara são jovens. Em um cenário de renovação política onde 11 nomes são 'caras novas', 27,7% dos vereadores escolhidos possuem idade entre 25 e 29 anos 

O número é superior ao retratado nas urnas em 2016, quando apenas Thainara Faria (PT) assumiu aos 23 anos - idade entre 15 e 29 anos, conforme Estatuto da Juventude. Desta vez, com 25 anos, Faria foi a vereadora mais votada, com 1.838 votos.  

Guilherme Bianco (PC do B), de 25 anos será o mais novo - nascido em outubro -, e foi eleito com 1.065 votos. Já Emanoel Sponton (Progressista), de 25 anos - nascido em setembro -, teve 1.388 votos.

A primeira vereadora trans da história de Araraquara, Filipa Brunelli (PT), 28 anos, teve 1.119 votos. 

Já o mais velho entre os jovens vereadores eleitos é João Clemente (PSDB), de 29 anos e que teve 1.127 votos.  

COMEMORAR CADA PASSO DADO
Na análise da cientista social Mirlene Simões o resultado eleitoral demonstra que a democracia vem avançando e cada passo deve ser comemorado. 

"As eleições tem apresentado as características do que a sociedade tem procurado. Nossa democracia é muito jovem e passou por momentos complicados. Estamos avançando na busca pelos candidatos que realmente tem propostas e representem suas bases. A eleição em Araraquara demonstra isso", afirma. 

Para Simões eleger mais jovens, dobrar a presença de mulheres e negros, além de eleger a primeira vereadora trans significa que a sociedade está amadurecendo. 

"Às vezes a gente pensa que foi pouco, elegemos pouco, afinal de contas ainda tem muitos que representam a política mais tradicional e temos que comemorar a cada passo dado". 

Ainda na avaliação de Simões, não é fácil manter um processo democrático diante do cenário político nacional e de um ano conturbado com pandemia da covid-19. 

"Esses direitos, principalmente relacionado a questões da representação política e democracia são fundamentais no momento atual. A pandemia não acabou e ela atingiu de forma bárbara os jovens e, principalmente as mulheres. Por conta disso a gente sabe que a representação política tem que caminhar junto com essa condição de superar as dificuldades", finaliza.

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