O comandante-geral da GCM (Guarda Civil Municipal) de Araraquara, Sírio Santos Magalhães Junior, respondeu com três negativas a questionamentos feitos pela CEI (Comissão Especial de Inquérito), que investiga denúncias de intimidação e práticas abusivas contra servidores municipais. (Veja reprodução abaixo)
Ao ser questionado sobre a relação de guardas que utilizam armas particulares e sobre quais armas são credenciadas pela corporação, o comandante da GCM respondeu “não ter essa relação” e “não haver regulamentação por se tratarem de armas particulares”.
As perguntas foram direcionadas ao secretário municipal de Segurança e Mobilidade Urbana, coronel Adalberto José Ferreira, e contemplavam também a relação de viagens realizadas por ele e por seu ex-subsecretário, Gilson Bessegato.
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No que se refere ao armamento da GCM, as respostas partiram do atual comandante. Segundo ele, não há controle sobre os guardas armados em serviço, porque a autorização foi obtida por meio de ações junto ao Judiciário, com a obtenção de sentença de salvo-conduto, e não concedida pela própria corporação.
Sobre a relação dos guardas que utilizam arma própria, o comandante informou não possuir tal listagem. Ele explicou ainda haver uma “tentativa de se criar essa relação para conhecimento e controle mínimo”.
“É por esse motivo que há um trabalho para se firmar o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) junto à Polícia Federal, para que sejam padronizados procedimentos, armamentos, munições, instruções etc. Porém, como não há obrigatoriedade, não é possível ter essa informação com cem por cento de fidelidade”, justificou.
Em outro questionamento, sobre a relação de armas credenciadas na Guarda Civil Municipal, ele informou que “não há regulamentação por se tratar de arma particular e que esse credenciamento é feito pela Polícia Federal”.
Em relação à lista de viagens, o secretário respondeu que as informações estão disponíveis no Portal da Transparência.
Em razão do número elevado de denúncias, a CEI optou por seguir os trabalhos por secretaria, priorizando a pasta da Segurança Pública. Segundo os vereadores, as falas dos servidores “têm sido longas, detalhadas e consistentes, demonstrando a gravidade dos fatos e a necessidade de aprofundar as investigações”.
Após essa etapa, o grupo — composto pelos vereadores Aluísio Boi (MDB), presidente; Cristiano da Silva (PL), relator; e os membros Alcindo Sabino (PT), João Clemente (Progressistas) e Guilherme Bianco (PCdoB) — seguirá ouvindo servidores de outras pastas.

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