- Publicidade -
AraraquaraPolíticaRelatório da CEI cobra controle de armas na Guarda Municipal de Araraquara

Relatório da CEI cobra controle de armas na Guarda Municipal de Araraquara

Relatório parcial aponta uso irregular de armas particulares e falta de controle administrativo na GCM

- Publicidade -

A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que apura denúncias de assédio moral no serviço público municipal ampliou o foco das investigações e apontou falhas no controle do uso de armas pela GCM (Guarda Civil Municipal) de Araraquara. O relatório parcial foi lido em plenário nesta terça-feira (18) e recomenda ações imediatas da Prefeitura para corrigir irregularidades.

A Corregedoria da Guarda já havia informado à secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, em abril, que alguns guardas estariam utilizando armas particulares de forma ostensiva durante o serviço. Segundo o órgão, a prática contraria a Lei Municipal nº 8.474/2015, que restringe o porte de armamento particular, e ocorre sem qualquer controle administrativo.

- Publicidade -

O documento também cita decisão do Tribunal de Justiça que não reconhece a Guarda Municipal de Araraquara como instituição armada. O Comandante Geral, Sírio Santos Magalhães Junior, confirmou que nunca houve registro completo dos servidores que atuam armados nem lista oficial de armas credenciadas.

CEI do Assedio Araraquara 2025 11 18 22 56 11
Documento foi aprovado por unanimidade entre os membros da CEI do Assédio na Câmara de Araraquara (Foto: Divulgação)

Outro ponto destacado pela CEI é o parecer da Procuradoria-Geral do Município, emitido em julho, que aponta conflito entre a legislação municipal e decisões judiciais, além das Leis Federais nº 10.826/2003 e 13.022/2014. Para o relator, vereador Cristiano da Silva (PL), a norma local está desatualizada e não acompanha entendimentos recentes do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o papel das Guardas Municipais na segurança pública.

Diante das inconsistências, os vereadores recomendaram que a Prefeitura revise a legislação municipal e adote medidas de controle, fiscalização e registro. Entre as propostas estão acordos com a Polícia Federal, capacitação contínua, implantação de câmeras corporais e padronização de procedimentos internos.

A comissão também orienta que o porte de armas particulares por guardas — mesmo para aqueles com salvo-conduto judicial — seja suspenso dentro da estrutura institucional até que a legislação seja ajustada. As recomendações foram aprovadas por unanimidade pelos membros da CEI: Cristiano da Silva (PL), Aluisio Boi (MDB), Alcindo Sabino (PT), Guilherme Bianco (PCdoB) e João Clemente (Progressistas).

- Publicidade -

veja mais

- Publicidade -

Recomendado por Taboola

Notícias Relacionadas