O secretário municipal da Educação, Fernando Diana, afirmou que nenhuma escola será fechada em Araraquara. Segundo ele, as medidas em discussão tratam de readequações e unificações pedagógicas previstas para o ano letivo de 2026, e não de encerramento de atividades.
Diana foi ouvido em uma sessão extraordinária da Câmara nesta quarta-feira (5), convocada após requerimento aprovado pelos vereadores. Durante a reunião, ele explicou que as alterações atingem duas unidades: o CER (Centro de Educação e Recreação) “Prefeito Rubens Cruz II”, no Jardim Roberto Selmi Dei, e a EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Gilda Rocha de Mello e Souza”, no Jardim Indaiá.
“NENHUM ESTUDANTE FICARÁ SEM ATENDIMENTO”, DIZ SECRETÁRIO
Segundo o secretário, a proposta tem caráter pedagógico e busca melhorar o uso dos espaços escolares.
“Não é disso [fechamento] que a gente está falando. É uma unificação e uma readequação para melhora dos processos pedagógicos. Nenhum estudante que está conosco em 2025 ficará sem atendimento em 2026. Não procede nenhuma informação de que escolas serão fechadas”, afirmou Diana.
Na Emef “Gilda Rocha de Mello e Souza”, o contraturno escolar é atualmente desenvolvido em uma casa alugada na Vila Harmonia, com restrições de espaço e acessibilidade. No período da manhã, são 94 crianças matriculadas do 1º ao 5º ano; à tarde, 32 alunos do 6º ao 9º ano.
Segundo Diana, o espaço será desativado, e o contraturno passará a funcionar em dois locais: o CEC (Centro de Educação Complementar “Aléscio Gonçalves dos Santos”, ao lado do Parque do Pinheirinho, e a EMD (Escola Municipal de Dança) “Iracema Nogueira”.
“As famílias poderão escolher entre o ‘Aléscio’ e a Escola de Dança. Isso constará nas orientações de matrícula para a educação integral”, explicou.
Fernando Diana, secretário municipal de Educação
O secretário informou ainda que há planejamento para construir uma sala de ensino integral na própria Emef Gilda, prevista no PPA (Plano Plurianual) 2026-2029.
Já o caso do “Rubens Cruz” é diferente. A Prefeitura pretende unificar os atendimentos das unidades I e II em um único prédio, mantendo as atividades no CER I, também localizado no bairro Selmi Dei. O prédio do CER II ocupa um espaço improvisado no mesmo complexo do CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança).
O serviço do CER “Rubens Cruz II” foi criado em 2015, quando a região Norte da cidade recebeu novos conjuntos habitacionais. Com o tempo, cinco novos CERs foram inaugurados, dobrando a oferta de vagas na educação infantil e reduzindo a demanda na unidade II.
Hoje, o CER I atende 100 crianças e o CER II, 105. A capacidade da unidade principal é de até 300 alunos, o que, segundo Diana, permite a junção dos dois grupos.
“As 105 crianças do ‘Rubens Cruz II’ apenas descerão alguns degraus até o prédio ao lado. Todos continuarão sendo atendidos na mesma região”, afirmou.
Fernando Diana, secretário municipal de Educação
Com a desocupação do imóvel, o prédio do CER II deverá ser readequado para o contraturno da EMEF do Caic.
ROTINA DOS ALUNOS SERÁ MANTIDA
O secretário garantiu que a rotina das famílias não será alterada. “Os ônibus escolares continuarão pegando e devolvendo os alunos nos mesmos pontos. Nenhuma criança deixará de ser atendida”, disse.
Após a exposição de cerca de 30 minutos, vereadores fizeram perguntas e críticas sobre a reorganização. Alguns parlamentares demonstraram preocupação com os impactos das mudanças na rotina dos alunos e pediram que o Executivo acompanhe o processo de perto. O tema volta à pauta da Câmara em audiência pública marcada para o dia 19 de novembro, às 18h.

