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AraraquaraPolíticaServidores de Araraquara cobram valorização e decidem entrar em greve

Servidores de Araraquara cobram valorização e decidem entrar em greve

Sem acordo com a Prefeitura, trabalhadores devem paralisar serviços a partir de terça-feira

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Durante assembleia realizada na noite desta sexta-feira (16), em frente à Prefeitura de Araraquara, servidores municipais decidiram paralisar os serviços a partir de terça-feira (20) e exigir a reabertura das negociações por valorização e melhores condições de trabalho.


Inicialmente, os trabalhadores cobram da Prefeitura a reposição da inflação, acrescida de aumento real de 10%; aumento no vale-alimentação para R$ 1,2 mil; desvinculação das faltas abonadas do vale-alimentação; majoração do abono pecuniário para R$ 250; entre outras pautas. Por outro lado, a administração municipal ofereceu apenas 5,49% de reposição da inflação e vale-alimentação de R$ 1,1 mil, mas com a incorporação do abono pecuniário (sai do salário e vai para o vale-alimentação) e da incorporação de um bônus de R$ 200. Na prática, o reajuste do auxílio-alimentação seria de R$ 97,29 pela proposta do Executivo.

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Servidores municipais de Araraquara cobram valorização e decidem entrar em greve (Foto: Walter Strozzi)


Segundo o Sismar (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região), mais de mil trabalhadores participaram do encontro que deliberou pela paralisação dos serviços a partir de terça-feira. Na prática, eles cobram a retomada das negociações com a Prefeitura.

“A gente vem conversando com o governo democraticamente desde fevereiro, tivemos uma mesa de negociação e, efetivamente, o governo mandou há pouco o projeto de lei para a Câmara, atropelando a negociação. A categoria não gostou, até porque existem inverdades na fala do prefeito, onde diz que o Ministério Público não autorizou que pudesse integrar o abono pecuniário no salário. A categoria está inflamada, veio em massa na assembleia e decidiu pela paralisação a partir da 0h, uma greve geral sem término, para que reabram a negociação.”

Gustavo Jacobucci, presidente do Sismar

Segundo o presidente do Sismar, confirmada a greve pela ausência de resposta da gestão Dr. Lapena (PL), setores da Prefeitura devem paralisar o atendimento a partir de 0h de terça-feira. Somente serviços considerados essenciais deverão ser mantidos em funcionamento.


“Não queremos o embate, mas o servidor precisa ser respeitado e disso não abrimos mão. Mostramos que a categoria estava descontente e, se o governo sentar para conversar, não há nenhum prejuízo, nenhum setor da Prefeitura parado e vamos trabalhar normalmente na terça-feira. Mas, se por acaso não houver mudança, vamos, com toda responsabilidade exigida, fazer a paralisação dos setores permitidos”, explicou Gustavo Jacobucci.

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“Infelizmente, o munícipe pode ficar sem uma escola, pois um professor pode parar, um recreacionista, uma merendeira, um posto de saúde; os funcionários do posto podem parar. Urgência e emergência, não; Guarda Municipal e Trânsito, não. Mas pode parar o DAAE, onde se faz a leitura de hidrômetro; o pessoal da Fungota, administrativo. Mas com responsabilidade, pois não brincamos com a população, que isso fique muito claro. Queremos resolver essa situação, mas, infelizmente, é tudo graças ao prefeito, que não quer conversar com os trabalhadores.”

Gustavo Jacobucci, presidente do Sismar
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Gustavo Jacobucci, do Sismar, cobrou retomada das negociações com a Prefeitura (Foto: Walter Strozzi)

A assembleia geral desta sexta-feira decidiu pela greve a partir de terça-feira somente em caso de não haver a retomada das negociações entre administração, sindicato e comissão de trabalhadores. Com a decretação de greve, é considerada assembleia permanente, e um novo encontro deliberativo ficou agendado para segunda-feira (19), às 19h, em frente à Prefeitura.

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“Pedir desculpas à população, caso aconteça, e dizer que temos dedicação total aos munícipes, de corpo e alma. Levamos coisas de casa para trabalhar para eles, que sabem disso, e não há problema, porque gostamos do que fazemos. Mas, infelizmente, só se chega a uma medida extrema dessas quando o outro lado é extremista”, finalizou.

Gustavo Jacobucci, presidente do Sismar

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PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS TRABALHADORES

1 – Reposição da inflação referente ao período de maio de 2024 a abril de 2025, acrescida de 10% de aumento real;
2 – Aumento do valor do vale-alimentação para R$ 1.200,00, tendo como base o custo da cesta básica, que já ultrapassa os R$ 1.000,00;
3 – Desvinculação das faltas abonadas ao vale-alimentação, garantindo que o servidor adoecido não perca o benefício;
4 – Majoração do abono pecuniário para R$ 250,00;
5 – Implantação de subsídio ao plano de saúde dos servidores da Fungota, nos mesmos moldes concedidos aos servidores da Prefeitura e do DAAE, conforme aprovado na data-base de 2024;
6 – Estabelecimento de um cronograma de reposição das perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos cinco anos;
7 – Evolução salarial proporcional ao tempo de serviço, com base no piso instituído para o funcionalismo público municipal de Araraquara;
8 – Criação de licença sem vencimentos e concessão de faltas abonadas aos funcionários da Fungota, nos mesmos moldes dos servidores da Prefeitura;
9 – Alteração na forma de aplicação do subsídio.

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Walter Strozzi
Walter Strozzihttp://www.acidadeon.com/araraquara
Formado em Jornalismo pela Uniara (Universidade de Araraquara), Walter Strozzi é repórter no acidade on desde 2018. Anteriormente atuou na Tribuna Impressa, Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal e CBN Araraquara.

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