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AraraquaravidaemquatrolinhasSai Pintado, chega Elano e a omissão da "nova Ferroviária"

Sai Pintado, chega Elano e a omissão da “nova Ferroviária”

Até momento, não houve nenhuma manifestação oficial por parte da direção afeana sobre o imbróglio envolvendo o seu antigo treinador

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Elano é o novo treinador da Ferroviária. (Foto: Jonatan Dutra/Ferroviária SA)

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Após chamar a torcida do Goiás de “nosso torcedor”, a saída de Pintado da Ferroviária se tornou uma mera questão de tempo. Na realidade, a única coisa que esteve em jogo a partir daquele momento foi a dignidade da Ferroviária enquanto instituição. A complacência com um treinador que falava como técnico de outro clube, no mínimo, gerou espanto.

De qualquer modo, a passagem de Pintado pela Locomotiva terminou na segunda-feira (25), quando o treinador solicitou o seu desligamento.

Com Pintado, a Ferroviária alcançou bons resultados. Em oito jogos, com 24 pontos em disputa, a equipe somou 11 deles, alcançando um aproveitamento de quase 50%, mantendo-se no segundo lugar do grupo B e praticamente eliminando qualquer possibilidade de rebaixamento. No jogo jogado, a equipe era forte nos contra-ataques, executando um jogo de transição rápida e marcação pressão no campo de defesa do adversário. Contudo, quando precisou desenvolver o seu futebol com posse de bola, o time se sentiu desconfortável.

Vale ressaltar que, diferentemente da grande maioria das outras equipes do interior de São Paulo, como Mirassol e Novorizontino, a Ferroviária investiu mais para a disputa do Paulistão dessa temporada em comparação com o ano anterior. Enquanto os outros clubes diminuíram seus gastos como reflexo da pandemia de covid-19, a Ferroviária seguiu pelo caminho inverso. A compra de Zanocelo fala por si só. Desse modo, enquanto esteve na Ferroviária, Pintado pôde contar com um elenco forte.

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Até momento, não houve nenhuma manifestação oficial por parte da direção afeana sobre o imbróglio envolvendo o seu antigo treinador. Ao que parece, a instituição não se importou com o que aconteceu. O único pronunciamento feito pelo clube foi para confirmar a chegada de Elano como novo técnico.

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Como jogador, Elano dispensa comentários. Pela seleção brasileira, foi campeão da Copa América em 2007, da Copa das Confederações em 2009 e titular na Copa do Mundo de 2010. Com o Santos, venceu dois Campeonatos Brasileiros e uma Copa Libertadores. Contudo, fora das quatro linhas, ainda está se formando.

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Com passagem por outros três clubes, Elano viveu contextos distintos. Em 2017, foi auxiliar técnico no próprio Santos, comandando o clube interinamente em nove jogos durante o ano (com cinco vitórias). Uma das razões para não ter sido efetivado no cargo, inclusive, foi o desejo do próprio Elano em continuar estudando para concluir sua formação como treinador.

No final de 2019, assumiu a Inter de Limeira, vivendo sua primeira experiência como treinador de um time principal, no retorno da equipe para a elite do futebol paulista após 14 anos. Por lá, o seu trabalho se destacou pelas variações táticas, implementadas em um curto espaço de tempo entre um jogo e outro. Já no Figueirense, em um ambiente extremamente conturbado, os resultados não aconteceram. Em 17 jogos, foram apenas três vitórias.

Desse modo, ainda não é possível traçar o perfil de Elano como técnico. Mostrou-se um profissional que domina diferentes plataformas táticas, capaz de adaptar a estrutura da equipe em função dos adversários. Em um futebol cada vez mais racionalizado e coletivo, isso se faz fundamental. Contudo, essa é só uma parte do trabalho de um treinador.

Assim sendo, será o tempo quem dará as respostas sobre o trabalho de Elano. O mesmo tempo que já respondeu as perguntas sobre a “nova Ferroviária”, cada vez mais omissa quando o clube precisa ser defendido.

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