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Semicondutores são os vilões da vez da industria automotiva

Produção estável desde o início do ano esbarra na falta de semicondutores para voltar a patamares pré-pandemia

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Falta de semicondutores pára a industria automotiva
 A produção de auto veículos em maio foi de 192,8 mil unidades, apenas 1% superior à de abril, de acordo com o último levantamento da Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Desde janeiro, o nível de produção fica entre 190 mil e 200 mil, o que revela uma espécie de "teto técnico" provocado não pela falta de demanda, mas pela crise global de fornecimento de semicondutores.

"Esse problema, que deve se alongar até os primeiros meses de 2022, é o responsável pelas paralisações temporárias de parte de nossas fábricas, algumas por períodos curtos, outros mais longos", explica o presidente Luiz Carlos Moraes, ressaltando que essa questão atinge vários setores industriais, mas o automotivo em especial, já que um único veículo pode ter até 600 semicondutores em seus sistemas eletrônicos de motorização, câmbio, segurança, conforto, entretenimento etc.

Visão de futuro

Na opinião de Luiz Carlos Moraes, a crise dos semicondutores, com produção quase toda concentrada na Ásia, é reveladora de um desafio que precisa ser enfrentado pelo Brasil como uma nação com visão de futuro.
"Estados Unidos e países da Europa captaram o sinal de alerta e já estão desenvolvendo políticas industriais no sentido de produzir localmente esses componentes eletrônicos, que são a base de toda a revolução tecnológica do 5G, internet das coisas, automação e outras já em curso", afirma o presidente da Anfavea. 

Luiz Carlos Moares, presidente da Anfavea
  


"O setor automotivo e outras indústrias dependem cada vez mais desses insumos para dar um passo além em termos tecnológicos, atraindo para o país investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, e na esteira disso gerando conhecimento técnico, acadêmico e empregos de altíssima qualidade. Já estamos atrasados, o que exige urgência e grande visão de futuro por parte dos nossos dirigentes", conclui Moraes.