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Aumento da violência faz crescer procura por blindados

Blindagem veicular é controlada pelo Exército Brasileiro que controla e certifica os materiais balísticos

| Auto ON -

O acabamento final da blindagem é que vai distinguir a confiabilidade do produto
A violência aumentou muito em todo o Brasil nos últimos meses. Só no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, o roubo de celulares aumentou quase 50%. Diante desse quadro, aumentou o número de pessoas em busca de um veículo blindado.  

A grande maioria dos proprietários de modelos blindados no Brasil optam pela defesa tipo 3A, por ela ser o nível mais alto em termos balísticos que o veículo comum suporta.
A blindagem 3A suporta disparos de revólver, pistola, submetralhadora e Magnum 44 que tem alta energia cinética.

Segundo o empresário Olavo Ehmke, da Autobunkers Defense, o material balístico tem duas funções básicas. A primeira é conter o projétil.  

"A bala tem uma ponta perfurante e sai da arma girando em uma rotação bem alta. A primeira ação que a proteção tem que fazer é destruir o poder perfurante de penetração", detalha.  

A segunda é reduzir o impacto, absorvendo a energia cinética. Neste aspecto, a manta aramida tem função primordial, pois ela exerce resistência à projeção da bala.

"A blindagem 3A tem por referência resistir a cinco tiros de um revólver Magnum 44 ou dez tiros de uma pistola 9mm", exemplifica.

Outras blindagens de níveis balísticos inferiores não devem ser consideradas, pois impactam também negativamente no preço e liquidez de revenda do veículo. Embora a blindagem nível 2 garanta uma proteção balística razoável, por se tratar de segurança pessoal, o mercado exige o que há de melhor. 
 

A blindagem 3A suporta disparos de revólver, pistola, submetralhadora e Magnum 44
Material  

O Kevlar, material que compõe a manta aramida, foi inventado por Stephanie Kwolek, pesquisadora e cientista da DuPont, em 1965. Ela buscava um material mais resistente para o revestimento de pneus quando se deparou com a fórmula do produto até então um líquido que parecia não ter utilidade, mas, graças à genialidade e aos experimentos de Kwolek, tornou-se referência em proteção balística. O Kevlar é "o plástico com resistência do aço".  

Com a evolução do material ao longo dos anos, descobriram-se infinitas aplicações para o Kevlar: de equipamentos de proteção corporal de militares e policiais do mundo inteiro aos trajes de astronautas e proteção de espaçonaves; de fibras óticas no fundo do oceano a smartphones; e, claro, em uma de suas principais aplicações: a blindagem veicular.  


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