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Trabalho que roda

Tome Nota

| Auto ON

 

por Edmundo Dantas
AutoMotrix


Trabalho que roda

Mais do que um simples meio de transporte, a nova moto elétrica Ösa+, da empresa sueca Cake, pretende ser uma solução profissional, já que se transforma em bancada de trabalho móvel. Com um design inspirado em um ambiente de trabalho, a moto permite criar configurações adaptadas a necessidades específicas. O quadro da Ösa+, fabricado em alumínio extrudado e com componentes maquinados, é basicamente uma viga que se estende por todo seu comprimento e permite adicionar uma série de acessórios, para transformar a moto em uma pequena oficina, palco ou escritório. Segundo a fabricante, existem mais de mil configurações possíveis de layouts. O segredo de tanta versatilidade está nos suportes específicos concebidos pela marca para adaptar os diversos acessórios ao quadro e que podem ser facilmente instalados, removidos ou mudados de posição, conforme as diferentes necessidades. A mesma bateria que alimenta o motor elétrico tem várias tomadas de 5V e 12V para ligar toda a espécie de equipamentos eletrônicos. Equipada com rodas de 14 polegadas, a Cake Ösa+ tem um peso de 65 quilos, na sua configuração básica, e se juntam 17 quilos da bateria de 50 amperes que lhe confere uma autonomia até 100 quilómetros (a marca fornece em alternativa uma bateria de 30 A, com apenas 12 quilos). O motor, que tem 10 kW de potência e um torque de 4,3 kgfm, permite atingir uma velocidade máxima de 100 km/h. A carga completa da bateria de íons de lítio é feita a partir de uma tomada doméstica de 220V e demora apenas três horas. Na Suécia, onde é produzida, a Cake Osa+ tem um preço base de 8.500 euros, o equivalente a R$ 51.500.

Cheia de fibra
 
A nova motocicleta Indian FTR Carbon preserva o trem de força e os recursos da FTR 1200, mas recebe uma boa quantidade de fibra de carbono na carroceria. Além disso, o modelo da marca de motocicletas mais antiga dos Estados Unidos ganha um incrementado escapamento Akrapovi Titanium, que proporciona um pequeno ganho de potência e torque. Na FTR Carbon, os elementos em fibra de carbono se concentram no para-lama dianteiro, no tanque de combustível, nas tampas, na carcaça do farol e na tampa do banco traseiro. O modelo é alimentado pelo mesmo motor V-twin de 1.203 cc com refrigeração líquida que o FTR 1200 padrão, embora na FTR Carbon produza 126,7 cavalos e 12, 2 kgfm - 2 cavalos e 0,2 kgfm a mais do que todos os outros modelos FTR (1200, 1200 S e 1200 Rally). Em termos de recursos, a FTR Carbon vem equipada com iluminação totalmente em leds, tela sensível ao toque de 4,3 polegadas, porta USB de carregamento rápido, conectividade Bluetooth, suspensão totalmente ajustável com longo curso (150 milímetros), controle de cruzeiro e freios Brembo. O modelo oferece três modos de pilotagem (Standard, Rain e Sport) que permitem configurações diferentes para o ABS e os controles de tração. O preço da moto ainda não foi anunciado. 

Motocicleta Indian FTR Carbon 2020: divulgação


Umas e outras

A Moto Honda da Amazônia e o BMW Group anunciaram que irão manter a paralisação da produção de motocicletas nas fábricas em Manaus (AM). Agora, o retorno às atividades em ambas as fábricas está previsto para 18 de maio. A medida é uma ação extra na contingência contra o brutal avanço da Covid-19 no Estado do Amazonas. Os empregados das duas fabricantes cumprirão o acordo para a compensação de horas a partir do dia 4 de maio, quando a volta às atividades estava prevista. A operação será reiniciada gradualmente com a adoção de protocolos adicionais de segurança e visa a conciliar o cuidado com a saúde e a necessidade de atendimento à demanda atual do mercado de motocicletas. Entretanto, apesar de também estar localizada no Polo Industrial de Manaus, a Yamaha já retomou às atividades no dia 30 de abril. De acordo com a marca, foram adotadas todas as medidas necessárias à prevenção da Covid-19 e à preservação da saúde de seus empregados. Essas medidas incluem máscaras higienizadas e medição de temperatura para 100% dos trabalhadores, limitação da capacidade do restaurante com redução em 50% do número de pessoas no mesmo local, ampliação da distribuição de álcool em gel pela fábrica, aumento de mão de obra da equipe de saúde e de limpeza, mudanças nos horários operacionais visando evitar aglomerações e permanência em home office das pessoas cujo as atividades não estejam ligadas diretamente à produção.

Balanço dos 7 anos

A scooter Honda PCX 150 chegou à rede de concessionárias em maio de 2013, ostentando seu design europeu e uma novidade que migrou dos carros de luxo para o mundo das duas rodas: o sistema "Idling Stop", que desliga o motor após três segundos de inatividade. Para veículo voltar a rodar, basta girar o acelerador. De lá para cá, já foram vendidas exatas 173.594 mil unidades até o final de abril, segundo dados da Fenabrave. Sucesso de público que faz do modelo líder de vendas na categoria. Se as vendas cresceram nos últimos anos, o preço, também. No lançamento, o modelo era comercializado por R$ 7.990. Agora, a versão de entrada, a PCX CBS 2020, com freios combinados, custa a partir de R$ 11.990 (sem frete). Apresentada no ano passado, a versão da Honda PCX traz design mais esportivo, novo conjunto óptico iluminação por leds e presença das luzes de iluminação diurna DRL. A lanterna também é em leds. Em termos de tecnologia, a nova PCX traz painel 100% digital e multifuncional, além de Smart Key System (chave presencial) e freios ABS para três de suas versões (Sport, DLX e ABS). Tem ainda tomada de 12V no porta-luvas. Para maior conforto, o modelo ganhou escudo frontal maior, assento redesenhado e nova suspensão traseira. A capacidade sob o assento cresceu em um litro. Agora, são 28 litros para transportar carga, suficiente para guardar um capacete fechado. As quatro versões oferecidas atualmente compartilham o mesmo motor, porém, otimizado, de 149,3 cm³, monocilíndrico OHC (Over Head Camshaft), quatro tempos, com injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection), a gasolina, arrefecido a líquido e com transmissão automática continuamente variável CVT (V-Matic). A potência máxima é de 13,2 cavalos a 8.500 rpm e o torque é de 1,38 kgfm a 5 mil rpm. (colaborou Aldo Tizzani/Minuto Motor)