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Sem verba, projeto Sirius adia "passeio" de elétrons para fim do ano

O prazo era em agosto e foi dado pelo presidente Michel Temer (MDB) em visita ao centro, em fevereiro.

| ACidadeON/Campinas

Canteiro de obras do Sirius. (Foto: CNPEM/LNLS)

O Projeto Sirius, no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, adiou a primeira volta de elétrons no acelerador de partículas. O prazo era em agosto e foi dado pelo presidente Michel Temer (MDB) em visita ao centro, em fevereiro.  Apesar da promessa de Temer, não houve a suplementação orçamentária de R$ 200 milhões à LOA 2018, o que viabilizaria o primeiro teste no acelerador de partículas.  

O Sirius é projetado para produzir um tipo de radiação eletromagnética, desde a luz infravermelha até os raios X. A luz síncrotron é utilizada na análise de diversos materiais e revela estruturas nos seus níveis de átomos e moléculas.  Em nota oficial, o CNPEM informou que apesar do atraso, ele na verdade está seguindo os prazos originais previstos no projeto. "No início deste ano, houve a expectativa de liberação de suplementação orçamentária à LOA 2018", disse em nota.  

O CNPEM disse ainda que "mantém a expectativa da liberação destes recursos brevemente, o que não mais viabiliza o prazo de agosto, mas preserva o cronograma original de execução do projeto, com previsão do primeiro feixe de elétrons para o quarto trimestre deste ano". 

O órgão também afirmou que as obras civis do Sirius seguem avançando, e já estão 90% concluídas. Além disso, o primeiro dos aceleradores do Sirius, o LINAC (acelerador linear) teve sua montagem concluída em maio e já passou por todos os testes técnicos, com sucesso.

O projeto receberá até o seu término investimentos de R$ 1,8 bilhão, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. Cerca de 80% do orçamento serão recursos do País. Os investimentos foram iniciados em 2014 com previsão de que entre em funcionamento em 2020.

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