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Com piora na pandemia, setor de serviços cai 4% em março

Índices foram apresentados pelo IBGE nesta quarta-feira

| Folhapress

 

Segmento de serviços apresentou queda em março (Foto: Denny Cesare/Código19)

Atingido por restrições na pandemia de coronavírus, o setor de serviços voltou a cair em março. Na comparação com fevereiro, o segmento registrou baixa de 4% no volume de negócios no país. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Na comparação com março de 2020, o setor subiu 4,5%. O IBGE também informou que o segmento fechou o primeiro trimestre com retração de 0,8%. No acumulado de 12 meses, a baixa foi de 8%. 

A prestação de serviços desabou na fase inicial da pandemia, já que reúne atividades que dependem da circulação de consumidores. Entre as mais prejudicadas, estão turismo, bares e restaurantes. 

A partir de junho do ano passado, houve sinais de melhora, e o segmento engatou seis altas consecutivas até novembro. A questão é que a piora da pandemia voltou a preocupar na largada de 2021. 

Inclusive, o agravamento da crise impactou os outros dois grandes setores pesquisados pelo IBGE. Na semana passada, o instituto confirmou que tanto a produção industrial quanto o comércio caíram em março, na comparação com fevereiro. Enquanto a produção das fábricas teve baixa de 2,4%, as vendas do varejo recuaram 0,6%. 

Além do recrudescimento da Covid-19, a paralisação de programas de estímulo freou a economia após a virada do ano. O auxílio emergencial, por exemplo, só foi retomado em abril, com redução nos valores pagos e corte no número de beneficiários. Em 2020, o programa serviu para proteger a renda de trabalhadores e incentivou o consumo em parte das famílias. 

No terceiro mês de 2021, a economia foi impactada por medidas mais duras para tentar conter a epidemia do novo coronavírus. O governo de São Paulo, por exemplo, ampliou restrições a serviços e atividades comerciais ao longo de março. 

Belo Horizonte seguiu o mesmo caminho. À época, a prefeitura da capital mineira determinou o fechamento de serviços considerados não essenciais e lojas diversas. Já o Rio Grande do Sul, um dos estados mais impactados pela pandemia neste ano, interrompeu atividades presenciais entre fevereiro e março -incluindo operações de bares, restaurantes, salões de beleza e eventos.


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