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Balança comercial da região tem saldo negativo de US$ 4 bi no primeiro semestre

Défict representa um aumento de 18,6% comparado ao mesmo período de 2020

| ACidadeON Campinas -

Pesquisa leva em conta dados de pesquisa com indústrias da região (Foto: Governo do Estado de SP)

Dados divulgados nesta semana pela regional de Campinas do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) mostraram que os números da balança comercial nas indústrias da região tiveram um saldo negativo acumulado de US$ 4 bilhões no primeiro semestre, de janeiro a junho.

Segundo o panorama regional de comércio exterior, na região as indústrias tiveram na exportação um acumulado de US$ 1,340 bilhão - 7,7% maior do que o mesmo período de 2020, quando o saldo foi de US$ 1,244 bilhão. Já na importação o acumulado foi de US$ 5,350 bilhão de dólares, 15,7% maior que no mesmo período do ano passado.

Com isso, o saldo acumulado da balança ficou em menos 4 bilhões de dólares, o que representa um aumento de 18,6% no déficit comparado ao mesmo período de 2020. 

Segundo o órgão, as importações e exportações na região podem ser prejudicadas por conta da paralisação de caminhoneiros no porto de Santos. De acordo com a categoria, os trabalhadores protestam pela retirada do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis e pedem um valor mínimo para serviços de frete. 

O Ciesp-Campinas conta ao todo com 494 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios da região. Segundo o órgão, o faturamento conjunto das empresas associadas é de R$ 41,52 bilhões ao ano. Conjuntamente essas empresas empregam 98.894 colaboradores. 

NÚMEROS

Entre os municípios com maior número de exportação no ano está Campinas, com US$ 362,3 milhões exportados e Paulínia, com US$ 337,9 milhões. Ambas as cidades também aparecem como maiores importadoras no acumulado do ano. Paulínia importou Paulínia US$1, 8 bilhão, enquanto Campinas importou US$ 1,4 bilhão.

Já entre os produtos com maior crescimento na importação no ano aparecem na relação máquinas e aparelhos elétricos, produtos químicos e orgânicos. Já entre os maiores exportados estão aparelhos mecânicos, produtos plásticos e produtos farmacêuticos.

EM JUNHO


Segundo o Ciesp, em junho de 2021 o valor exportado foi de US$ 244,1 milhões, 36,7% maior que em junho de 2020.
Já as importações no mesmo mês foram de US$ 988,6 milhões 16,9% maior do que em junho do ano passado. Com isso, o déficit em junho de 2021 foi negativo em US$ 744,4 milhões, 11,6% maior do que o registrado em junho de 2020, quando ficou em US$ 667,3 milhões.

ALTA DE CUSTO E CRISE HÍDRICA 

Segundo a sondagem feita pelo Ciesp, as indústrias da região registraram aumento nos custos de matéria-prima, água e energia elétrica, com 40 empresas associadas. A sondagem apontou que a elevação no valor foi de até 70%.

Além disso, as empresas têm demonstrado preocupação sobre um eventual desabastecimento por conta da estiagem já constatada em alguns municípios da região.

Na última pesquisa, a indústria da região de Campinas sugeriu as principais medidas que devem ser adotadas para o enfrentamento de uma possível crise hidroenergética. O incentivo para o uso de fontes alternativas de energia eólica e solar foi a principal medida, apontada por 91% das empresas respondentes. 

A pesquisa apontou também que 68% das indústrias sugerem a redução nas tarifas de energia, para quem implantar sistemas que reduzam o consumo de água ou energia. Uma campanha para a população reduzir o consumo de água e energia foi outra sugestão apontada por 59% das associadas. 

O vice-diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, na apresentação da sondagem, comentou sobre a importância das sugestões da indústria regional para o enfrentamento da escassez de água e energia. As associadas ao Ciesp-Campinas já tinham manifestado essa preocupação na Sondagem anterior de junho.  

"O que se destaca agora nessa pesquisa, de maneira efetiva, é que a grande maioria da indústria sugere incentivos para o uso de fontes alternativas de energias, tanto eólica como solar", disse.  

PERSPECTIVAS

Os indicadores da Sondagem Industrial, na avaliação do vice-diretor do Ciesp-Campinas sugerem uma perspectiva positiva para a indústria nos próximos meses, aliada ao aumento da população vacinada contra a covid-19 e a ampliação das atividades comerciais.  

O volume de produção e número de funcionários estáveis, baixo nível de endividamento e inadimplência inalterada em julho em relação ao mês anterior, conforme José Henrique, apontam para essa tendência positiva, "caso não ocorra nenhum grande fato negativo e inesperado nos próximos meses". 


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