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CampinasBairrosCidade Satélite Íris: Descubra a origem do nome deste bairro de Campinas

Cidade Satélite Íris: Descubra a origem do nome deste bairro de Campinas

Bairro Cidade Satélite Íris já foi considerado como uma das maiores ocupações de Campinas e abriga histórias sem igual

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Quem trafega pela Avenida John Boyd Dunlop, na Região Noroeste de Campinas, certamente já se deparou com uma porção de casas que dá a impressão de desaparecer no horizonte. A Cidade Satélite Íris é um bairro do município localizado no distrito de Campo Grande, uma das regiões mais populosas da cidade. Entre o amontoado de casas e algumas ruas ainda de terra, o bairro, dividido em quatro partes, acumula centenas de histórias únicas. Para entender a realidade dos moradores de um dos maiores bairros da cidade, é preciso antes fazer uma volta no tempo.

De acordo com os pesquisadores Pedro Copola e Cristina de Campos, no artigo “Políticas de Planejamento Urbano em Campinas: um estudo de caso sobre o bairro Cidade Satélite Íris”, o bairro nasceu entre a Rodovia dos Bandeirantes e a divisa intermunicipal de Campinas com as cidades de Monte-Mor e Hortolândia.

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“A expansão da cidade a partir do final da década de 1940, e principalmente durante a década de 1950, se fez preponderantemente por meio da inclusão de áreas distantes, ausentes de infraestutura”,

explicam os pesquisadores.

Segundo a pesquisa, a região que hoje pertence ao Satélite Íris, na época da expansão da cidade e, por conseguinte, avanço das políticas de arruamento e loteamento do Jardim Campo Grande, era composta por terras da Fazenda Bela Aliança, que tinha como proprietário o presidente da Companhia Agropecuaria e Industrial de Campinas, Armando do Valle Bastos. “A propriedade apresentava uma área de 9.336.000 m2, sendo 5.881.835 m2, ou, aproximadamente 63% da área destinada a lotes, sendo 1.803.266 m2 para praças e 1.650.899 m2 para ruas”.

Com o povoamento, houve necessidade de nomear a região. A Cidade Satélite Íris faz referência aos Irmãos Spina – Miguel Spina, Francisco Paulo Spina, Nicolino Spina e Paschoal Spina. Em 1890, eles, que têm origem italiana, aportaram na cidade de São Paulo e adquiriram posse de uma parte das terras que hoje é o bairro de Campinas. Eles eram proprietários das “I.R.I.S” (Indústrias Reunidas Irmãos Spinas), daí o nome do bairro. 

Segundo Copola e Cristina, os irmãos ficaram conhecidos pela produção de cadernos com espiral.

“Nas décadas seguintes se desenvolveram até dar origem ao Grupo Spina, ou propriamente Indústrias Reunidas Irmãos Spina, se tornando o maior complexo papeleiro da América Latina”.

De acordo com o líder comunitário do Núcleo Residencial Parque Íris, Marcos Antonio Pires, durante muitos anos, o bairro também ficou conhecido pelo “Lixão da Pirelli”. “A Pirelli não tinha nada a ver com o lixão, mas ficou conhecido assim”, explica Pires, que já foi presidente da associação de moradores da Cidade Satélite Íris até 2005, e apontou para uma área cercada, vigiada por um guarda em uma guarita solitária, próximo da Rua Doutor Carlos Mácia. “Durante a década de 70, esse lugar virou uma área de lixo da Prefeitura, lixo industrial, residencial e hospitalar”.

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Avenida John Boyd Dunlop é uma das mais movimentadas da cidade (Foto: Tudo EP)

Em um bairro que não tinha rede de água abundante e faltava saneamento básico para muitas famílias, Pires explica que o lugar foi ativado em meados de 1972 e, segundo a Prefeitura, desativado em 1984. Para o líder comunitário, o próximo passo, será viabilizar a construção de uma praça pública. “Nós começamos a trabalhar para ver o que vai ser isso aqui. Não queremos que seja uma área de risco. Queremos que seja uma praça pública, com todos os recursos necessários”.

Enquanto a praça não sai do papel, muitos moradores sonham em ter melhores condições de moradia no bairro que chamam de lar. Rose Batista é moradora há mais de duas décadas. A mulher de 58 anos voltava com a mãe do Centro de Campinas. Elas tinham descido do ônibus no Terminal BRT (Bus Rapid Transit) Satélite Íris e iam em direção ao mar de casas. Olhando rua abaixo, ela revelou. “Isso aqui era tudo terra e a gente tinha asfaltado a via que ia para o Centro. Então, a John Boyd Dunlop era só uma de ida e outra de volta. Não tinha esse movimento todo no passado”.

Atualmente, ela revela que a situação de moradia melhorou, mas ainda há muito o que fazer. “Hoje em dia, já melhorou bastante. Mas em relação ao Campo Grande, que cresceu muito para lá, ainda falta muita coisa. Falta uma lotérica, as escolas até que tá favorável, mas ainda tem que melhorar”. 

A Cidade Satélite Íris é muito mais do que apenas um bairro, o lugar significa oportunidade de moradia, mesmo que, muitas das vezes precárias, a muita gente de Campinas. Entre as centenas de casas, moradores explicam o que os levou a residir no lugar.

Acompanhe cada uma das matérias sobre a Cidade Satélite Íris abaixo e entenda o que há de fato no bairro:

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HISTÓRIAS DO BAIRRO CIDADE SATÉLITE ÍRIS

  1. Descubra como é morar no bairro Cidade Satélite Íris, em Campinas

Nos entornos da John Boyd Dunlop há um complexo extenso de casas que parece não ter fim. Quem desce no Terminal BRT (Bus Rapid Transit) Satélite Íris, no sentido ao bairro, tem a impressão de estar em, de fato, uma pequena cidade periférica. Muitas casas, entre ruas largas e outras apertadas, ainda sem revestimento ou pintura, abrigam novos e velhos moradores. 

Aurindo José de Souza, conhecido como Cobra, é aposentado e tem uma oficina de sucatas e ferro velho. Ele se lembra quando, além da casa dele e de outras poucas espalhadas na região, só havia mato. “Eu tenho 27 anos morando no mesmo lugar. Eu cheguei aqui e era só buraco, era bananal. Aqui era cheio de buracos. Quem aterrou isso aqui foi eu”.

(Leia a matéria completa aqui)

  1. Moradores do Satélite Íris fazem reivindicações à Prefeitura de Campinas

No noroeste de Campinas, o bairro Cidade Satélite Íris ganha destaque pela volumetria populacional. O loteamento ganhou intensidade de moradores a partir da década de 1970. Segundo dados levantados pelos pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Pedro Copola e Cristina de Campos, a população da Região do Campo Grande – lugar que hoje está a Cidade Satélite Íris – no início da década de 1970 era de 1.000 habitantes, passando a ter no início da década de 1980 mais de 32.000 habitantes. 

(Leia a matéria completa aqui)

  1. Cidade Satélite Íris: descubra como é ter um comércio no bairro de Campinas

Ele está localizado na Rua Pastor Samuel de Campos Chiminazzo, entre uma loja de roupas e uma adega de bebidas. O mercadinho de José Roberto viu o desenvolvimento do bairro Cidade Satélite Íris, na Região Noroeste de Campinas. O comerciante está há 33 anos no bairro e, o mercado – que também oferece opção de padaria, hortifruti e açougue – funciona há mais de 20 anos. 

“Esse daí, pelo que eu sei, está no bairro desde o começo, viu”, afirmou uma moradora da região. Roberto pode não ser o primeiro dos comerciantes da Cidade Satélite Íris, mas ele certamente entende como é empreender na região. Para o empreendedor, o maior desafio dos comerciantes é o receio de assaltos.

(Leia a matéria completa aqui)

  1. Cooperativa de Recicláveis: saiba a importância da instituição no Satélite Íris

No Satélite Íris II, há um espaço dedicado ao manuseio de lixo e reciclagem. A Cooperativa de Produção dos Profissionais em Coleta, Manuseio e Comercialização de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis “Antônio da Costa Santos” opera há 29 anos e já deu oportunidade de trabalho a mais de 50 pessoas. Em 2014, a sociedade civil participou e representou o Brasil em um evento sobre “sucessos que contribuem para a superação da pobreza no continente latino-americano” em Bogotá, na Colômbia.

(Leia a matéria completa aqui)

  1. Cultura no Satélite Íris: conheça a importância de projetos e escolas no bairro

Se tem uma palavra que consegue traduzir minimamente um dos espaços mais atuantes na cultura e arte do bairro Cidade Satélite Íris, em Campinas, essa palavra é “acolhimento”. “Acolhimento, a gente já percebe no portão. É a forma que a gente os recebe: com um sorriso, um abraço”, quem diz é Paloma Lopes, que é a coordenadora técnica do Progen (Projeto Gente Nova) – uma Organização da Sociedade Civil que oferece atividades socioeducativas – do Satélite Íris. 

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Projeto Vozes da Nossa Gente

Essa matéria faz parte do projeto multiplataforma “Vozes da Nossa Gente” do portal ACidade ON Campinas. O projeto destaca o jornalismo hiperlocal e busca uma maior conexão com a comunidade.

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