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Beagles que comiam lama em galinheiro precisam de ajuda

Um deles está em estado grave, e precisava continuar internado, mas protetora que o adotou não tem condições de manter a internação

| Especial para ACidade ON

O sofrimento de sete beagles que foram resgatados há um mês em meio ainda não terminou.  

Os cães viviam em um galinheiro em uma chácara na estrada velha de Valinhos, mas, apesar de libertos, continuam sofrendo.  
  
O caso mais grave é do cãozinho Thor, que precisava continuar internado, mas a protetora que o adotou não tem condições de manter a internação.  

Ela está tratando do animal em casa, da melhor maneira que pode, mas com muito receio que ele morra devido à falta de tratamento adequado.   
 

Thor estava internado na Clinica Zello, em Campinas
Marynes Silva é enfermeira e protetora independente.  

Fundou o Abrigo Adorável Vira-Lata, Proteção e Amor, e o mantém com recursos próprios.  

Trabalha na causa animal há dez anos, e atualmente cuida de 33 cães.  

O resgate dos beagles foi feito por ela, em dezembro do ano passado, na véspera do Natal.  

Marynes recebeu uma denúncia sobre um rapaz que vendia cães em um galpão onde funcionava um canil clandestino. 

"Fomos até lá, e nos deparamos com sete cães presos num galinheiro. O local era totalmente insalubre porque chovia, e eles dormiam no chão de terra, atolados no barro. Diante da resistência em libertá-los, acionamos a Polícia Militar. A situação era calamitosa. Eles viviam pelo menos 5 anos nesse estado, onde procriavam, e eram vendidos a um valor de R$ 800".  
 
PM durante o resgate na chácara, em Valinhos
Os cães foram encaminhados a clínicas veterinárias, e os exames apontaram várias doenças,  entre as quais, hepáticas.  

São quatro fêmeas e três machos, e nenhum deles estava castrado.  

Marynes conseguiu castrar todas as fêmeas, mas ainda não teve condições de fazê-lo nos machos.  
 
Como ajudar 

Segundo a denúncia, os animais comiam basicamente lama e sebo - o que lhes causou esteatose hepática, constatada pelos exames veterinários.   

Por isso, precisam de ração especial, cujo saco de 10 Kg custa cerca de R$ 270,00.   

"Mas, eu não tenho a mínima condição de arcar com esse custo", afirma a protetora.  

Os beagles precisam ainda de biocanis, vermífugos e tapetes higiênicos.  

Só na Clínica Zello, em Campinas, onde Thor estava internado, Marynes ainda deve R$ 550,00. 

Além da conta, ela precisa se virar para conseguir os 15 sacos de ração, de 15 kg, por mês, para alimentar os 33 cães que mantém. 

Pretende colocar os beagles para adoção responsável, mas só depois que estejam saudáveis e recuperados. 

Quem quiser ajudar Thor, Murfy, Tod, Mia, Lila, Bibi e Tina deve contatar a protetora pelo WhatsApp (19) 9-9270-5779.

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